SANTARÉM E ALTER DO CHÃO/PA – JAN 2023

Saímos de Belém ainda pela manhã (ver post anterior), e pegamos muita estrada de asfalto até Novo Repartimento-PA. Dormimos no Hotel Novo Colina, café da manhã bom, ar condicionado e preço justo. Acordamos e seguimos viagem. A partir dali seguimos pela BR230 (Rodovia Transamazônica).

Travessia do Rio Xingu (via balsa)

Andamos um bom trecho por asfalto, passando por Altamira, Brasil novo e Medicilândia. Paramos em fábrica de chocolate, compramos alguns e pegamos dicas. Seguimos. Dali em diante, só terra e chuva forte. Talvez pela expectativa que criamos, a estrada estava razoável, apensa meio lisa e algumas poças. A Jubiraca aguentou o tranco. De Medicilândia até Uruará são 105 km de estrada de terra.

Jubiraca no clima de Transamazônica
Castanheira na estrada
O tamanho Jubiraca perto da castanheira

Chegamos em Uruará no final da tarde. Ali vi que um dos faróis de milha da Jubuiraca caiu no caminho. Parei numa auto elétrica, e ganhei um farol de milha véio, meia boca, mas instalei ele e funcionou de boa. Em Uruará ficamos no Dalla Hotel. Aliás, muito bom. Muito limpo e novo, ar condicionado, frigobar, café da manhã top por $130 o casal. Talvez o melhor café da manhã da viagem

Café da manhã do Dallas Hotel!

Acordamos cedo, e pegamos estrada. Fomos por um ramal da Transamazônica chamado Chapadão, que corta caminho rumo a Santarém. A estrada, de terra e em piores condições, tinha poças gigantes e muito barro, mas a viagem foi tranquila. 215 km de estradas de terra, e umas 4h de viagem. Ali vimos as imensas castanheiras (de castanhas do Pará), e tiramos algumas fotos. Chegamos em Santarém/PA na hora do almoço.

Ramal chapadão. Melhor ir de carro ou de barco?

Andamos um pouco na orla (centro) e conhecemos uma galeria de artesanato. Almoçamos um prato feito em um restaurante bem simples, e visitamos o Museu Municipal. Passeio guiado gratuito, muito legal!

Igreja Matriz de Santarém/PA
Almoço justo
Feira de artesanato
Orla de Santarém – Rio Tapajós
Rio Tapajós
Museu Municipal
Muito interessante, vale a pena visitar!

Mais tarde fomos na praia e Lago Carapanari. Legal, demais. Bem limpinha, areia branca e árvores legais. No finalzinho da tarde ainda visitamos o Mercado de Peixe, na orla de Santarém.

Lago Carapanari
Praia com areia branquinha
Mais umas fotos desse lugar maravilhoso!
Só mais uma!
Mercado de Peixe
Os barcos de pesca

Passamos a noite em um hotel razoável, acordamos e saímos conhecer algumas praias da região. Como na maior parte das praias famosas do Brasil, infelizmente muitas das praias de Santarém já estão fechadas por casas de veraneio e condomínios. Rodamos bastante procurando praias possíveis de ser visitadas, até o início da tarde. Uma que conseguimos visitar, muito bonita por sinal é a Praia de Pajuçara.

Praia de Pajuçara – água quentinha e transparente!
Fotinhos de cartão postal 🙂

Saímos então para o último (e um dos melhores) destinos da nossa viagem: Alter do Chão/PA!

Em Alter do Chão, como já estávamos no final da viagem, e bem cansados, ficamos em uma pousada boa, para descansar e curtir com mais calma, 4 dias. Lá nos hospedamos na Pousada Encantos da Amazônia.

Olha o nosso quarto, que chique!

O primeiro local que conhecemos dando uma volta pela vila de Alter do Chão, foi a loja de artesanatos Araribá. Essa loja é com certeza a mais interessante e autêntica que já conheci. A loja tem vários cômodos, e é repleta do chão ao teto (literalmente) de artigos indígenas, dos mais variados, de vestes até armas, de diversas etnias. Tudo produzido com matéria prima natural. Voltamos mais duas vezes lá 🙂

Loja Araribá – Passeio obrigatório em Alter do Chão!
É sério, essa loja é incrível!

Assim como Santarém, Alter do Chão fica às margens do Rio Tapajós, e tem a poucos metros de distância uma pequena ilha de areia branca com praias lindas e quiosques, a Ilha do Amor, o principal ponto turístico da cidade. E próximo à orla também tem uma feirinha com barracas de comidas típicas, bares e restaurantes.

Ilha do Amor
Levamos uma rede, umas cervejas…
Relax!

Aproveitamos bastante a praia, e também a pousada. No terceiro dia que ficamos em Alter, agendamos uma trilha guiada na Floresta Nacional do Tapajós. Como de costume, escolhemos um guia que entende de plantas 🙂

No caminho da FLONA passamos pela cidade de Belterra, que, assim como a conhecida Fordlândia, foi fundada no meio da floresta, por Henry Ford para retirar o látex das seringueiras. Ali moravam os trabalhadores, e, na cidade ainda é possível ver casas de madeira do Ciclo da Borracha.

Seringueiras nativas

Chegamos na portaria cedinho com o carro, e a partir de lá seguimos o passeio, nós dois e o guia. Ali tivemos uma idéia da grandiosidade da Floresta Amazônica. Que diversidade de plantas e animais!

Trilha na FLONA do Tapajós

Ali, vimos ao vivo árvores centenárias e colossais que só conhecíamos de nome, como o cumaru, pequiá, tauari… O guia conhecia um absurdo de plantas, e eu, perguntando de tudo.

Cumaru
Tauari

Vimos seringueiras nativas, e muitas outras árvores interessantes. Tivemos também a experiência de comer castanha do pará que o guia abriu com um facão, embaixo de uma castanheira

Nosso guia, descascando castanhas do Pará

O atrativo principal da trilha é para fechar com chave de ouro: Uma Sumaúma milenar, a “vovó” da floresta. Quando chegamos ficamos impressionados com o tamanho dela. Ficamos descansando e contemplando por um bom tempo. Enquanto descansávamos, nosso guia ainda fez uma bolsa com folhas de palmeira. Incrível, né?

Sumaúma milenar
Bolsa de folhas de palmeira

Voltamos a trilha, nadamos em um riozinho, pegamos um pouco de chuva e no final da trilha, conforme combinado, almoçamos na casa de um nativo. Peixe! Voltamos para a pousada e descansamos o resto do dia.

Nadamos um pouco nessa “piscina”
Almoço, na casa de um nativo
Olha a coleta de sementes da viagem até o momento

No último dia em Alter do Chão, ficamos na prainha, bem de leve, descansamos para começar a viagem de volta. Chegou a noite, dormimos e acordamos cedinho. Pé na estrada. Nesse dia dirigi incríveis 837km (11h) até a cidadezinha de Castelo dos Sonhos/PA. Dormimos em uma pousadinha e no dia seguinte, mais estrada.

Nem amanheceu direito, já tive que usar o 4×4 pra sair do barro

No dia seguinte, dirigi muito também. Programamos de chegar em Cuiabá/MT por volta das 19h para jantar em um rodízio de peixes. Bom, não foi bem assim.

Perto de Lucas do Rio Verde/MT paramos em um engarrafamento de 15km na rodovia. Tinha tombado uma carreta de soja. Isso ia atrasar nossa viagem. Aí tivemos a brilhante idéia de descer o barranco com o carro e ir beirando a estrada pelo matagal do lado da estrada, que até então era uma ótima opção para fugir do engarrafamento. Descemos o barranco e começamos a seguir pelo matagal. Tudo tava indo bem, e eu até comecei a gostar da brincadeira e correr um pouco mais, já que o chão era plano. O problema é que o mato estava alto, e eu não vi uma pedra gigantesca no caminho. BLAM!!! Passei em cima de uma pedra de uns 50cm de altura, a Jubiraca saiu do chão com o solavanco. Quando passou a adrenalina, paramos o carro, e já achei que a viagem tinha acabado ali.

O estrago no protetor do cárter. Tive que tirar ele!

A pedra pegou bem no meio das rodas (se a roda passasse por cima da pedra, com certeza teríamos capotado). Já no início da fila do engarrafamento, entrei embaixo do carro e vi o estrago. Os parafusos do protetor de cárter quebraram, amassou a travessa e quebrou o coxim do câmbio, amassou o protetor e o tanque de combustível.

Felizmente todo esse estrago não nos impediu de seguir viagem. Ah, e conseguimos cortar o engarrafamento. Paramos um pouco em Lucas do Rio Verde pra avaliar melhor o estrago (sem sucesso), seguimos em frente e por volta das 21h chegamos em Cuiabá, e sim, fomos no rodízio de peixe no Restaurante Lélis! Recomendo, maravilhoso!

Final da viagem, fechando com chave de ouro!

Ah, e o final da viagem foi esse. Voltamos pra casa com mais uma viagem sensacional e muitas histórias pra contar!

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