FÉRIAS PERU (2025/26) – NAZCA E REGIÃO

Saí mos de Arequipa em direção ao litoral. O curioso lá no Peru, é que quanto mais se aproxima do litoral, mais seco vai ficando o clima e a vegetação. Artavessamos a Amazônia Peruana, a Cordilheira, e cada vez mais a vegetação vai ficando escassa. Nesse ponto, praticamente já não víamos árvores ou arbustos. Só próximo ao poucos rios que cortam a região.

Trechos da carretera
Chegamos ao Pacífico!

Chegamos então ao litoral do Pacífico. Cidade: Los Cerrillos. Fomos beirando a praia, lá tem muito restaurantes que servem uma infinidade de peixes e frutos do mar, e muitos tipos de Ceviche, que é considerado o prato nacional peruano. Como já estava perto da hora do almoço, resolvemos provar o autêntico ceviche peruano. Ali foi servido além do peixe, algas, pimentão, um tipo de milho seco, batata doce e pimenta. Muita pimenta! Saboroso, mas bem apimentado.

Pessoal curtindo o sol. Mas ninguém na água (gelaaaada!)
Cardápio
E o famoso Ceviche
Kola Escocesa, refrigerante sabor cereja

Depois do almoço apimentado, seguimos o litoral em direção ao norte. Andamos bastante (ali o carro vai tranquilo devido à baixa altitude). E já não tem mais tantas curvas e desníveis. Aos poucos, voltamos um pouco para o interior, pois nossa próxima parada seria em Nazca. Na beira da estrada, vimos muitas plantações de azeitona. E também barraquinhas vendendo azeite e azeitonas em conserva. Paramos para comprar algumas. Preço bom, e direto do produtor!

Olivais na beira da estrada
Azeitonas em conserva

Depois de agumas horas, chegamos em Nazca. A cidade é relativamente grande, e famosa pelos Geoglifos, ruínas, múmias e cultura Nazca. Chegamos em Nazca no final do dia, e paramos em uma feira de bugigangas, pra dar uma voltinha. Depois, fizemos check in no Nazca Travel One Hostel. Bem legal, limpinho e confortável. Preço justo.

Feirinha de bugigangas

Dia seguinte, acordamos cedo e saímos para conhecer os atrativos. Passamos em uma feira ali perto do hostel, e em seguida fomos para o Parque Arqueológico Los Paredones. Fica colado na cidade. Deixamos o carro lá no estacionamento e entramos na trilha para as ruínas. Como ninguém nos recebeu e não vimos placas, deduzi que a entrada era gratuita. Aliás, essa ruína não tem estrutura nenhuma para turistas. Nada de informações, nem limites de onde pode ou não ir. E bastante lixo espalhado pela trilha.

Aquela passada na feira da cidade

Mas, tirando a falta de estrutura, o local é incrível. As ruínas feitas pelos povos pré incas, todo de adobe e pedras. Construído no século XV, funcionou como importante centro administrativo inca.

Edifício principal
Outras partes das ruínas
Cidade de Nazca ao fundo

Passeamos ali por volta de uma hora, e no momento da saída tinham dois guardas-parques na recepção. Ali nos informaram que o passeio é pago, mas dá direito a um Boleto Turístico que permite a entrada em outros sítios arqueológicos da região (47 Soles)

Dali seguimos para a Zona Arqueológica Chauchilla. O local fica fora de Nazca, e é pago à parte. Ali funcionava uma necrópole, e no século passado, fazendeiro locais encontraram múmias sob a terra, e, a princípio as retiravam para saquear jóias e itens pessoais. Atualmente o local conta com mais de 20 múmias, ossadas, itens e objetos como cerâmica. Devido ao clima extremamente seco, tudo está muito bem conservado.

Chegando na necrópole
Pequeno Museu no centro de visitantes
Bebê mumificado

Na entrada, um senhor nos recebeu e contou sobre a cultura nazca, sobre s múmias e o local. Há um pequeno museu e centro de visitantes. A visita no restante do parque é autoguiada, e um percurso plano e fácil.

Trilha para a necrópole
As múmias ficam nos buracos onde eram enterradas
Ainda com todas as roupas, cabelos, unhas…
Itens pessoas, cerâmicas, etc
As catacumbas

De lá fomos ao Centro Arqueológico Cahuachi. Também fora da cidade, possui entrada paga, mas inclusa no boleto turístico. Essas ruínas , tem o formato de uma pirâmide e era utilizado como centro cerimonial e de peregrinação na cultura Nazca. Também é considerado a maior cidade de barro do mundo, contemplando uma área de mais de 20km quadrados. A parte de visitação turística é curta e plana.

Muros de adobe
Aqui é mais cuidado e tem limites nas trilhas
Nessa foto dá pra ver a forma de pirâmide
E o Sol, rachando

Saímos de lá por volta das 14h e voltamos para a cidade de Nazca. Ali, achamos um restaurante roots pra almoçar. Comida saborosa e muito barata.Comemos sopa de entrada e truta frita, também frango.

Na entrada, sempre tem uma sopinha

Mais tarde, ainda fomos ao Acueductos de Cantayoc, (ingresso oncluso no boleto turístico). Esses aquedutos são uma rede subterrânea de distribuição de água, construída no período pré colombiano para abastecer as cidades e irrigar plantações. Os aquedutos trazem ainda hoje a água das montanhas e levam a diferentes áreas da região, inclusive ainda são utilizados!

O formato espiral facilitava o acesso e limpeza do aqueduto
Água super limpa e fresca

Passamos no aeroporto da cidade e compramos dois vôos de avião monomotor para ver as Linhas de Nazca no dia seguinte!

Dali, já no final da tarde fomos a um mirante fora da cidade, Agujas de Cantayo (gratuito), onde se vê o geoglifo de um tear e uma agulha. Ali perto também é possível ver um rosto em uma montanha.

As Linhas de Nazca, ou geoglifos, são figuras geométricas, de plantas e animais escavadas no solo do deserto peruano. Criados pela antiga cultura Nazca há pelo menos 2.000 anos. Esses desenhos eram feitos raspando a camada superficial de seixos escuros, expondo o solo arenoso e claro por baixo. O forte contraste e a falta de chuva na região permitiram que resistissem há mais de 2.000 anos.

Geoglifo de um rosto
Montanhas e deserto
No finalzinho do dia, ainda visitamos outro aqueduto

À noite, jantamos comida de rua. Paramos em uma barraquinha e comemos Anticuchos, comida típica de lá. São espetinhos de coração de boi, cortado bem fino, temperados e assados na brasa. Acompanha batata cozida.

Anticuchos

Chegamos cedo no pequeno aeroporto. Ali é o local mais frequentado da cidade, onde os turistas pegam os vôos de “teco-teco”para ver as linhas. Dos mais de 400 desenhos, pouquíssimos deles são vistos sem sobrevôo.

Nós dois na frete do teco-teco
Partiu!
Do alto se vê como é seca a região. E os locais cultivados

No início do vôo, recebemos um mapa com os desenhos que iríamos avistar. Cerca de 20 desenhos, os mais conhecidos. Em nosso aviãozinho, além do piloto e copiloto, estávamos em 6 pessoas. Todos colocam fone de ouvido e o piloto vai dando as informações sobre os desenhos. O avião passa dos dois lados do desenho, possibilitando a visão para todos os passageiros.

A Aranha talvez seja o desenho mais icônico
Macaco
Algumas linhas são cortadas por rodovias
Colibri

Os desenhos ão intrigantes. Alguns, com mais de 100 metros, cerca de 400 linhas, sendo mais de 70 delas representado animais e plantas. O curioso é que tem fotos de animais da selva, da cordilheira e da costa, o que nos faz pensar que esses povos viajavam ou tinham contato com povos de outras regiões.

O vale onde estão os aquedutos

De lá, seguimos viagem. Paramos um pouco em Ica. Passamos no Mercado Municipal comprar umas coisinhas para o nosso Reveiilón. Ainda tentamos ir em alguma vinícola (muito famosas por lá), mas como era domingo à tarde, estavam todas fechadas.

Mercado de Ica

Seguimos para Huacachina. É uma vila próxima a Ica, em um deserto. O curioso é que há um enorme oásis, e essa vila fica em volta dele. Ali teve seu apogeu na década de 70, com hotéis, restaurantes e cassinos. Depois entrou em decadência, e atualmente está se reestruturando e voltando a receber turistas. Perguntamos um pouco sobre os preços, mas nos desencorajou de ficar ali.

Huacachina

Seguimos mais cerca de 1h e chegamos novamente no litoral, na cidade de Pisco. Alugamos um apartamento pelo Air BNB. Saímos à noite dar uma volta pela cidade, tem um calçadão bem legal, estava bem movimentado e tudo aberto.

Voltamos para o Pacífico!

Plaza de Armas de Pisco
Trânsito caótico, e os “tuc-tucs”, moto táxis ou “toritos”

Comemos um Ceviche em um retaurante, tão ou mais apimentado que o primeiro (isso que pedimos sem pimenta kkkk), e tentamos dormir. Tentamos, porque um bando de filhas da P*** ficaram literalmente a noite toda ouvindo som alto em frente de onde estávamos hospedados. Iríamos ficar duas noites ali, mas desistimos. Falamos com o dono e saímos logo cedo.

Gaivotas

Dali fomos para a Península de Paracas (continua no próximo Post)

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