Chegamos em Huancayo debaixo de chuva, por volta das 16h. Paramos no Parque Turístico Artesanal de los Mates Burilados. Huancayo é muito conhecida por seus artesanatos com mates burilados (cabaças entalhadas). Visitamos esse parque, que é dedicado a este tema, com muitas lojas desses artesanatos. Paramos em um hotel e dormimos.


Acordamos cedo, fomos até o distrito de Huanca e conhecemos o Museu Wariwiilka. Como era domingo, a entrada era gratuita. O museu é dedicado à cultura Wari, que antecedeu os Incas. O local conta com painéis, ossos, cerâmicas, etc.



Ao lado do museu, visitamos também o complexo Arqueológico Wariwiilka. O local é a ruína de um santuário da cultura Wari.

Dali saímos por volta das 9h30 da manhã, e seguimos em direção a Ayacucho, nossa próxima parada. Esse sem dúvida foi o trecho mais tenso da viagem. Estrada de terra por horas e horas através da Cordilheira dos Andes. Pista estreita, montanha de um lado e penhasco do outro, curvas tão fechadas que não se vê nada do outro lado. E os carros e caminhões vêm no sentido oposto a toda velocidade. Resumindo: Levamos quase 8h para percorrer uma distância de 260 km. No caminho, somente vilas bem pequenas e nada de postos de combustível.

Num dado momento, o caminho era tão estreito que a escada lateral do nosso carro foi arrancada por um caminhão que vinha na direção oposta!

Chegamos em Ayacucho no final da tarde. Pesquisamos um pouco, vimos uns hotéis meio feios, e encontramos um meio longe do centro, mas bom e barato (pagamos cerca de 40 soles o casa/dia), uma suíte arrumadinha, e garagem. Aproveitamos pra descansar um pouco da viagem. E à noite jantamos em um restaurante “Chifa” (uma mistura de culinária chinesa e peruana, muito popular lá.

Dia seguinte, saímos para passear pela cidade. Paramos no centro e andamos pela Plaza de Armas, e vimos algumas das muitas igrejas ali na região. Também visitamos o Mercado de Artesãos. Também paramos em uma agência de turismo e compramos um ingresso para as Cascata Ruqruqa (que fomos dia seguinte).




Em seguida, caminhamos mais um pouco e visitamos o Mercado Santa Clara, bem no centro da cidade.J

á por volta das 14h, fomos ao Mercado Nery García Zárate, bem maior, e fora da região central. Muito legal, bem grande. Um dos mercados mais legais da viagem, bem popular. Almoçamos em uma barraquinha ali perto, comemos truta frita (truta lá é bem popular e barato).



De lá, saímos e quase saindo da cidade, subimos, subimos e subimos… erramos umns caminhos, mas chegamos. O local que queríamos visitar, o Canyon Qorihuillca. Chegamos em uma portaria bem simples onde é cobrado o ingresso (cerca de 20 soles/pessoa) – Atenção, o estacionamento é cobrado, mas na entrada ninguém informa! Quando você volta do canyon, um senhor chega com um recibo e te cobra.

O percurso é todo auto-guiado. Fizemos uma trilha leve de descida para chegar no início do canyon. Ali é muito interessante. Todo de arenito, tem lugares que os paredões chegam a 20m de altura, e 1,5m de largura. Fomos caminhado por dentro da fenda, e só tem um caminho. Há partes mais escuras, mas a lanterna do celular é suficiente. O chão de areia é bem plano.



Ao sair do canyon, tem uma subida pelas pedras de dificuldade média, e o retorno é pelo pasto margeando o canyon.

Voltamos para o hotel, e descansamos. No dia seguinte acordamos cedo e pegamos um ônibua para o centro da cidade. Lá, na agência pegamos uma van para o passeio. Cerca de 12 pessoas estavam na van, e partimos. O guia, gente boa, foi explicando várias coisas no caminho.

Depois de muitas curvas (sempre, curvas), por cerca de 3h, chegamos a uma cidadezinha chamada Chuschi. Ali descemos da van e após uma curta caminhada, chegamos na Cascata Ruqruqa.

A cascata é impressionante. Sob ela, várias piscinas azul-turquesa, que foram construídas com pedras da região, e os minerais presentes na água foram aderindo nas pedras, na cascata e em tudo ao redor, dando um aspecto muito interessante ao local. A água não estava muito fria, acabei entrando um pouco nelas.


Na volta, ainda na mesma cidade, paramos em uma casa de um nativo e almoçamos, pudemos provar o Cuy Frito. Cuy é o já conhecido “porquinho da índia” (que na verdade é andino, e não indiano), e no Peru é criado para abate, e preparado de várias formas. Provamos e gostamos 🙂


Voltamos pra Ayacucho já à noite, paramos no centro da acidade, e voltamos pra o hotel. Desmaiamos na cama! O cansaço da viagem já começou a bater, rs
Dia seguinte, saímos cedo, tinha muita estrada ainda… Seguimos em direção a Cusco, nossa última parada. Mas não, paramos no caminho… tem muita coisa legal que a gente nem imagina.


Saímos da estrada principal em direção a uma ruína chamada Intihuatana. Paramos para dar carona para um casal no caminho, que estavam indo ao mesmo local. Para chega nas ruínas, paramos o carro, passamos pela portaria e centro de visitante… Cruzamos um lago com uma canoa (que um menino remou todo o caminho, rs).

Nessas ruínas a cultura Inca já está bem presente. As pedra lapidadas e bem encaixadas, a água correndo por canais escavados na rocha. Incrível!


Fizemos um pequeno desvio por uma estrada de terra e aproveitamos para conhecer o Bosque de Puyas de Raimondi, um conjunto de palmeiras bem peculiares, centenárias nas montanhas rochosas.

Seguimos viagem, por mais muitas horas e paramos para dormir em Andahuaylas. Passamos a noite em um hotel. A mi estava ruim de diarréia, eu saí e comi umas comidas de rua (no dia seguinte fiquei com diarréia também) kkkk

No dia seguinte, continuamos em direção a Cusco (continua no próximo post)
