FÉRIAS PERU (2025/26) – HUANCAYO E AYACUCHO

Chegamos em Huancayo debaixo de chuva, por volta das 16h. Paramos no Parque Turístico Artesanal de los Mates Burilados. Huancayo é muito conhecida por seus artesanatos com mates burilados (cabaças entalhadas). Visitamos esse parque, que é dedicado a este tema, com muitas lojas desses artesanatos. Paramos em um hotel e dormimos.

Parque Turístico Artesanal de los Mates Burilados
As cabaças (mates) entalhadas

Acordamos cedo, fomos até o distrito de Huanca e conhecemos o Museu Wariwiilka. Como era domingo, a entrada era gratuita. O museu é dedicado à cultura Wari, que antecedeu os Incas. O local conta com painéis, ossos, cerâmicas, etc.

Cronologia dos povos peruanos
Cerâmicas e adornos Wari
Ossadas

Ao lado do museu, visitamos também o complexo Arqueológico Wariwiilka. O local é a ruína de um santuário da cultura Wari.

Ruínas Wariwiilka

Dali saímos por volta das 9h30 da manhã, e seguimos em direção a Ayacucho, nossa próxima parada. Esse sem dúvida foi o trecho mais tenso da viagem. Estrada de terra por horas e horas através da Cordilheira dos Andes. Pista estreita, montanha de um lado e penhasco do outro, curvas tão fechadas que não se vê nada do outro lado. E os carros e caminhões vêm no sentido oposto a toda velocidade. Resumindo: Levamos quase 8h para percorrer uma distância de 260 km. No caminho, somente vilas bem pequenas e nada de postos de combustível.

Caminho tenso!

Num dado momento, o caminho era tão estreito que a escada lateral do nosso carro foi arrancada por um caminhão que vinha na direção oposta!

Mas as paisagens, maravilhosas!

Chegamos em Ayacucho no final da tarde. Pesquisamos um pouco, vimos uns hotéis meio feios, e encontramos um meio longe do centro, mas bom e barato (pagamos cerca de 40 soles o casa/dia), uma suíte arrumadinha, e garagem. Aproveitamos pra descansar um pouco da viagem. E à noite jantamos em um restaurante “Chifa” (uma mistura de culinária chinesa e peruana, muito popular lá.

Comida “chifa”=

Dia seguinte, saímos para passear pela cidade. Paramos no centro e andamos pela Plaza de Armas, e vimos algumas das muitas igrejas ali na região. Também visitamos o Mercado de Artesãos. Também paramos em uma agência de turismo e compramos um ingresso para as Cascata Ruqruqa (que fomos dia seguinte).

Assim como em Arequipa, aqui a Plaza de Armas tem os arcos
E no centro da cidade, arcos enormes
Uma das muitas igrejas
Mercado dos Artesãos

Em seguida, caminhamos mais um pouco e visitamos o Mercado Santa Clara, bem no centro da cidade.J

Mercado Santa Clara

á por volta das 14h, fomos ao Mercado Nery García Zárate, bem maior, e fora da região central. Muito legal, bem grande. Um dos mercados mais legais da viagem, bem popular. Almoçamos em uma barraquinha ali perto, comemos truta frita (truta lá é bem popular e barato).

Mercado Nery García Zarate
Dahora!
A truta frita

De lá, saímos e quase saindo da cidade, subimos, subimos e subimos… erramos umns caminhos, mas chegamos. O local que queríamos visitar, o Canyon Qorihuillca. Chegamos em uma portaria bem simples onde é cobrado o ingresso (cerca de 20 soles/pessoa) – Atenção, o estacionamento é cobrado, mas na entrada ninguém informa! Quando você volta do canyon, um senhor chega com um recibo e te cobra.

O percurso é todo auto-guiado. Fizemos uma trilha leve de descida para chegar no início do canyon. Ali é muito interessante. Todo de arenito, tem lugares que os paredões chegam a 20m de altura, e 1,5m de largura. Fomos caminhado por dentro da fenda, e só tem um caminho. Há partes mais escuras, mas a lanterna do celular é suficiente. O chão de areia é bem plano.

Começando o rolê pelo canyon
Caminhamos ali por cerca de 1km
Esse passeio foi muito top!

Ao sair do canyon, tem uma subida pelas pedras de dificuldade média, e o retorno é pelo pasto margeando o canyon.

De volta à luz do dia!

Voltamos para o hotel, e descansamos. No dia seguinte acordamos cedo e pegamos um ônibua para o centro da cidade. Lá, na agência pegamos uma van para o passeio. Cerca de 12 pessoas estavam na van, e partimos. O guia, gente boa, foi explicando várias coisas no caminho.

Igreja de Cuschi (cidade onde fica a cascata)

Depois de muitas curvas (sempre, curvas), por cerca de 3h, chegamos a uma cidadezinha chamada Chuschi. Ali descemos da van e após uma curta caminhada, chegamos na Cascata Ruqruqa.

Chegamos!!!

A cascata é impressionante. Sob ela, várias piscinas azul-turquesa, que foram construídas com pedras da região, e os minerais presentes na água foram aderindo nas pedras, na cascata e em tudo ao redor, dando um aspecto muito interessante ao local. A água não estava muito fria, acabei entrando um pouco nelas.

Cascata Ruqruqa
Casal apaixonado 🙂

Na volta, ainda na mesma cidade, paramos em uma casa de um nativo e almoçamos, pudemos provar o Cuy Frito. Cuy é o já conhecido “porquinho da índia” (que na verdade é andino, e não indiano), e no Peru é criado para abate, e preparado de várias formas. Provamos e gostamos 🙂

As casas de adobe – ainda utilizadas
Cuy frito!

Voltamos pra Ayacucho já à noite, paramos no centro da acidade, e voltamos pra o hotel. Desmaiamos na cama! O cansaço da viagem já começou a bater, rs

Dia seguinte, saímos cedo, tinha muita estrada ainda… Seguimos em direção a Cusco, nossa última parada. Mas não, paramos no caminho… tem muita coisa legal que a gente nem imagina.

No caminho, incansáveis paisagens
Almoço num restaurante da estrada

Saímos da estrada principal em direção a uma ruína chamada Intihuatana. Paramos para dar carona para um casal no caminho, que estavam indo ao mesmo local. Para chega nas ruínas, paramos o carro, passamos pela portaria e centro de visitante… Cruzamos um lago com uma canoa (que um menino remou todo o caminho, rs).

Travessia com os barquinhos

Nessas ruínas a cultura Inca já está bem presente. As pedra lapidadas e bem encaixadas, a água correndo por canais escavados na rocha. Incrível!

Intihuatana
Mais ruínas

Fizemos um pequeno desvio por uma estrada de terra e aproveitamos para conhecer o Bosque de Puyas de Raimondi, um conjunto de palmeiras bem peculiares, centenárias nas montanhas rochosas.

Pela grossura do tronco, uma puya bem antiga

Seguimos viagem, por mais muitas horas e paramos para dormir em Andahuaylas. Passamos a noite em um hotel. A mi estava ruim de diarréia, eu saí e comi umas comidas de rua (no dia seguinte fiquei com diarréia também) kkkk

Tripa de galinha frita!

No dia seguinte, continuamos em direção a Cusco (continua no próximo post)

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