Saímos de Pisco bem cedo (até porquê não dormimos naquela noite, rs) e fomos até a Península de Paracas, cerca de meia hora de lá. A península é um parque nacional, e tem uma portaria, centro de visitante e controle de entrada e saída de veículos. A entrada é paga (cerca de 11 soles por pessoa), e é preferível circular dentro do parque de carro, devido às grandes distâncias.


Paramos em um ponto, onde é possível ver no chão um monte de fósseis, de conchas e caramujos incrustados na terra.



A península é linda, dá para circular de carro pelas estradas de terra e areia de lá (em bom estado). Tudo é sinalizado, tem várias praias (para contemplar pois a água é muito fria), e mirantes. Um mirante muito interessante é a Catedral, uma formação rochosa no meio do oceano.



Depois, ainda em Paracas, paramos em um pequeno porto, onde há um restaurante, uns barzinhos, bem bucólico. Também passamos na Playa Roja, onde, o próprio nome diz, tem areia avermelhada!


Depois do almoço, pegamos estrada novamente, agora pelo litoral até pararmos no final da tarde em Lima. Ali, como qualquer capital, é uma doideira. Muito trânsito, movimentado. Chegamos por volta de 16h e fomos direto para o hotel. Ficamos em um hotel bom, mas não lembro o nome.Pagamos cerca de 100 soles o casal (lembrando que essa noite seria reveillón) – com café da manhã e garagem. Passamos mais uma noite também, aproveitamos para dar uma descasada da noite anterior.

Saímos um pouco, fomos a um supermercado, compramos umas bebidas e ingredientes para fazer um ceviche (com pouca pimenta, ficou ótimo aliás). Essa noite descasamos bem!
Café da manhã bom, pães, uma salada de cebola e pimenta, tamales (tipo uma pamonha salgada) e café. O café lá é estranho. Eles fazem um café bem concentrado e frio (chamam de “essência de café”). Aí servem isso em uma xícara bem pequena e uma garrafa térmica com água quente pra ir misturando nesse café. Vimos em vários lugares.

Saímos bem cedo para dar um passeio na cidade. Como era 1 de janeiro, a maioria dos locais estava fechado. MAs ainda assim conseguimos conhecer muita coisa por lá. Bom, Lima é curioso. Tem a praia e a avenida costeira. Logo em seguida tem um paredão de mais de 20m de areia e lá em cima é a cidade.


Fomos à Playa Cantolao, em um distrito de Lima… é bem famosa por lá. Interessante é que é uma praia de pedras. Linda para fotos. Tem tipo uns “coretos” na orla. Bem legal!

Depois, paramos para dar uma olhada na Fortaleza Real Felipe no bairro Callao. Devido ao feriado, estava fechada para visitação. Mas demos uma volta nela e já rendeu boas fotos.


Depois, fomos visitar a Huaca Pucclana. Um sítio arqueológico bem no meio da capital, construído por volta do ano 200 d.C pelos povos da cultura Lima (pré-colombianos). É um importante cento cerimonial em forma de pirâmide, todo em tijolos adobe e terra. Foram também encontradas múmias e diversos artefatos da mesma época lá. A visitação é paga (15 soles/pessoa) e acompanhada com guia do próprio parque (incluso no ingresso).




Demos uma volta a pé pelo centro da cidade e voltamos para o hotel no final da tarde. Dormimos, e saímos cedo no dia seguinte. Pegamos a estrada novamente rumo ao interior (região da Cordilheira dos Andes). Esse trecho novamente pudemos ver a quantidade de curvas e subidas na estrada. Em um trecho de aproximadamente 300km entre Lima e Huancayo, com poucas paradas, levaria cerca de 8 horas para atravessar. Mas paramos para dormir e fomos conhecendo alguns locais legais no caminho.


Depois de boas horas de estrada, paramos já à noite para dormir em La Oroya, uma cidadezinha no caminho. Estava um frio lascado, e depois de pesquisar e perguntar preços, ficamos hospedados no Hotel El Dorado. Garagem, preço bom e café da manhã. Jantamos no restaurante do hotel.

Acordamos, e continuamos seguindo em direção a Huancayo. No caminho, paramos em um mercado municipal (sempre que possível, fazemos essas paradas)… e em uma cidadezinha chamada Concepción, presenciamos na rua uma manifestação cultural chamada Haconada, feita nis três primeiros dias de janeiro. Homens mascarados com roupas folclóricas e dançam com chicotes ao som de uma pequena orquestra que os acompanha pelas ruas. Os Huacones representam o antigo conselho de anciões da cidade. Depois soubemos que essa festividade é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO


Ali perto paramos no Mercado Municipal de Concepción para almoçar. Eu pedi um Seco de Cabrito (um tipo de ensopado de carne, acompanhado de arroz e feijão ) e a Mi pediu Ceviche. Ambos acompanhados de chá – (10 soles cada).


Dali, fomos diretos para a nossa próxima parada – Huancayo (continua no próximo post!)
