SUL, ARGENTINA E CHILE – DEZ/2012 (4)

Em nosso primeiro dia na capital Santiago, logo cedo nos acomodamos no Hostel Casa Roja e saímos conhecer a cidade a pé. Como o hostel fica próximo do centro, não compensou ir de carro. Primeiramente fomos até a Plaza de la Constituición, passamos pelo palácio La Moneda (central do governo chileno), mas não pudemos entrar. Quando fomos estava em reforma. Na praça central da cidade, visitamos a Catedral Metropolitana, muito bonita, inclusive entramos para conhecer. Nessa praça há obras de arte e um movimento constante de pessoas. Também tem vários prédios históricos, entre eles, visitamos o Museo de Historia Nacional. A entrada é gratuita, e o museu é extremamente interessante.

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La Moneda

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Catedral Metropolitana

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Estátua na praça

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Museo de la Historia Nacional

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Estátua indígena e outras peças no Museu

Tivemos também a oportunidade de assistir a troca da guarda dos Carabineros del Chile (a polícia).  Ainda no centro da cidade, vimos o prédio da Superintendencia de Santiago, que é um dos cartões postais da cidade. No centro da cidade há muitos atrativos, como museus, praças, monumentos e igrejas, a maioria gratuito. Além disso, os museus e hostels distribuem guias da cidade com mapas e a localização dos atrativos. Show de bola !

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Carabineros

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Superintendencia de Santiago

Depois de passear quase o dia todo, voltamos para o hostel, jantamos e fomos dormir. No dia seguinte, acordamos cedo novamente,  e saímos para um revolteio a pé e conhecer mais coisas legais no centro da cidade. Uma coisa legal lá em Santiago é que há muitos pés de ameixa nas calçadas. E demos a sorte de ir na época qm que a fruta estava madura! É claro que comemos um monte! Nas fotos, a maioria das árvores de folhas roxas, são pés de ameixa. Nesse dia, visitamos o Cerro Santa Lucía, que é um morro no meio de Santiago que foi transformado em um parque, cheio de caminhos, árvores, fontes e monumentos. A entrada é gratuita e vale muito a pena conhecer! A vista da cidade lá de cima é surpreendente. É possível ver como prédios antigos e modernos dividem democraticamente o espaço urbano. O que chama a atenção também é a imponência da Cordilheira dos Andes ao redor da cidade.   

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Cerro Santa Lucía

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Ainda no Cerro – Monumentos e estátuas

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A vista lá de cima !

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O contraste entre prédios modernos e construções históricas

Também tivemos a oportunidade de provar uma bebida tradicional chilena – o Mote Con Huesillos. É um chá gelado feito de pêssego desidratado (huesillo) e trigo cozido (mote). Quando se compra, vem tudo junto em um copão (chá + pêssego + trigo). Parece estranho, mas é muitíssimo comum por lá – tipo caldo de cana aqui – e toda esquina tem um carrinho ou boteco que vende a bebida, e todo mundo toma. Experimentamos, e acreditem, é muito bom !

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Mote con Huesillos

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Construções históricas e vielas do centro da cidade

Demos mais umas voltas pela cidade, e como não poderia deixar de acontecer, conhecemos o Mercado Central. A maior parte das bancas de lá vendem peixe/frutos do mar. Mas não a preços convidativos como em Puerto Montt. também tem muitas bancas que são como restaurantes, e servem pratos típicos, a maioria também feitas com seres marinhos (rs). O mercado municipal lá é muito bonito, mas particularmente achei meio “pega turista”… Logo que chegamos lá, já notamos um desespero para que almoçássemos nas bancas, quase uma briga. Quando viram que éramos brasileiros então, a coisa piorou. Já veio um cara tocar violão do nosso lado (e ficou nos seguindo, rs), enfim, posso dizer que ficamos lá somente o tempo “necessário” para conhecer. Bom, passeamos mais um pouco, e fomos a um lugar que nos indicaram no hostel, o bar La Piojera, (que tem mais de 200 anos!), um bar muito bacana, que ao entrar, parece que você está no México, sei lá (rs). Lá experimentamos o drink Terremoto, que é um copo gigantesco (deve ter quase 1 litro) de vinho branco, misturado com um pouco de Fernet (uma bebida amarga) e uma bola de sorvete de Abacaxi. Muito bom !

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Mercado Central

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Restaurantes do Mercado

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O bar La Piojera e o drink “Terremoto”

Nessa mesma tarde, conhecemos um mercado mais “Lado B” de Santiago, ao menos para turistas. Chamado La Vega Central, fica atrás de uma avenida que passa ao lado do Mercado Central. Esse outro mercado, não vou mentir, é mais sujo e bagunçado que o outro, mas é muito mais autêntico e barato. Além do mais, vimos muita gente de lá, do povo, comprando coisas, e não o monte de turistas do Mercado Central. No mercado La Vega Central, a maior parte das bancas vende frutas, verduras, vegetais… Aproveitamos a situação e compramos o mote e os huesillos (da bebida, lembra ?) para preparamos no Brasil.

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Parece até as nossas CEAGESPs !

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Bagunça, sujeira, movimento… Muito mais interessante!

Passamos também por uma feirinha de artesanato (que não me lembro o nome) e fomos também no Parque San Cristóbal, mas não me lembro o porquê, estava com algumas partes fechadas (sem acesso). O que achei interessante nesse parque é que tinha vários cartazes com informações sobre a cultura chilena. Voltamos para o hostel, participamos de uma festinha no hostel à noite, experimentamos o drink Pisco Sour, que além do destilado pisco, leva limão, açúcar, gelo e CLARA DE OVO (!) Sim, é estranho, mas fica bom ! Depois das biritas dormimos e no dia seguinte fomos a uma feira sensacional. vende-se de TUDO. Desde antiguidades, comida, roupas, bicicleta, etc, etc, etc… Quarteirões e mais quarteirões de bancas e galpões vendendo de tudo. Se chama Feria Bio Bio. É realmente imperdível !!!

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Vende-se de tudo ! De geladeira…

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… a lambreta…

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… passando por lanches com abacate e maionese !

Lá em Santiago, também conhecemos um parente do meu pai, brasileiro, que se casou com uma chilena e vive lá há alguns anos. Ele é proprietário de um restaurante do centro da cidade chamado Paulistano Restobar, que serve comida brasileira. Muitos brasileiros de que vivem em Santiago frequentam o bar, e lá também são exibidos jogos de futebol daqui do Brasil. É claro que fomos até lá e almoçamos um bom “arroz-feijão-bife-salada” maravilhoso! Imagine, ainda mais que já há uns 20 dias estávamos comendo só “comida de camping” e quase nada de carne (lá no Chile, ao contrário de peixes e frutos do mar,  a carne bovina é caríssima). Também feijão e pó de café por lá são artigos raros (e caros!). No café da manhã é só café solúvel; e, a base de amido nas refeições é batata. Nada de arroz e feijão. Bom, voltando ao restaurante, comemos muito bem e fomos muito bem recebidos pelo Sílvio e sua esposa, que ainda nos levaram conhecer um clube espanhol chamado Estadio Español. Comemos, bebemos, hablamos bastante portunhol e saímos só à noite. Apesar da insistência do Sílvio para dormirmos em seu apartamento, continuamos a viagem e chegamos de madrugada na cidade de Los Andes. Lá dormimos em um motelzinho ordinário e nos preparamos para a travessia da cordilheira no dia seguinte.

Acordamos umas 11 horas, e seguimos em direção à fronteira. Passamos por mais umas 2 ou 3 cidadezinhas e chegamos aos pés da cordilheira. Pois bem… Havia uma fila interminável no sentido Chile – Argentina. Porquê ? Não sabíamos, mas a travessia dos Andes nesse ponto, não sei se por causa das obras no trecho chamado Caracoles, a rodovia funcionava só para quem vem da Argentina durante o dia, e o caminho inverso (que iríamos fazer) durante a noite. Resultado: Ficamos das 14hs às 20hs parados na estrada esperando abrir para continuar a viagem. Às 20hs, ainda estava claro, e seguimos viagem… A estrada é sensacional. Se não fosse tão perigosa teria parado várias vezes para fotografar! São tantas curvas, e tão fechadas que o carro que está na curva anterior passa ao seu lado ! Até coloquei aqui uma imagem do Google Maps para ilustrar !

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Esperando para a subida

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Subida da Cordilheira dos Andes

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Caracoles

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Estrada acima vista no Google Maps

Chegamos na fronteira já à noite. E do Chile para a Argentina a coisa é mais criteriosa… Demoramos um pouco na aduana, e revistaram todo o carro, inclusive tem uma espécie de raio-x para revista de veículos. Então tudo certo, começamos a descer para o lado argentino. Curvas e mais curvas, agora descendo. Passamos por alguns túneis, e ficamos com vontade de ver a estrada durante o dia. Paramos na cidadezinha argentina de Uspallata, aos pés dos Andes, e ficamos no Camping Municipal. Pagamos o equivalente a R$20. O camping tem muitos pinheiros (bem sombreado), mesas e bancos, banheiro com água quente e segurança. O único problema é que não é gramado, e o chão estava um lamaçal só. Como chegamos lá à noite, não tínhamos ideia do visual da redondeza. No dia seguinte acordamos e nos surpreendemos com a vista dos Andes !

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Camping Municipal de Uspallata

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A paisagem que vimos ao amanhecer

Saímos do camping, demos uma voltinha pela cidade e voltamos a estrada nos Andes (lado argentino) que havíamos passado durante à noite. E valeu muito a pena, as paisagens são espetaculares. Apesar de praticamente não ter vegetação, as montanhas, pedras e rios formam cenários pouco conhecidos para nós,` brasileiros.

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Montanhas a perder de vista

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Túneis

Na mesma estrada, alguns quilômetros à frente, visitamos o Parque Provincial Aconcágua, onde se localiza o Cerro Aconcágua, a maior montanha das Américas (também a maior do hemisfério sul e a maior fora da Ásia), com nada menos que 6.959 metros de altitude ! O parque tem entrada gratuita e fica ao lado da rodovia (que liga Los Andes-CH a Uspallata-AR). Na entrada há um centro de informações, e a partir daí seguimos uma trilha bem demarcada, e curta (nem 2km) até um mirante para o Aconcágua. Passamos ao lado de um lago, com patos, e chegamos ao mirante. Realmente, a montanha é assustadora de tão grande.

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Entrada do parque

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Rio ao lado da trilha

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Cerro Aconcágua – no fundo, cheio de neve

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Aconcágua

Um pouco mais à frente, ainda na mesma estrada, conhecemos mais um atrativo da região: A Puente Del Inca, uma ponte formada por rochas (natural), e uma termas sob a ponte, que não funciona mais há muitos anos (parece que parou de funcionar por causa de uma avalanche), a paisagem é linda, cheia de tons amarelos e alaranjados. Algo muito interessante que ocorre no local, é que a água do rio que passa por lá tem um tipo de mineral que gruda em qualquer coisa que fique na água. Isso resulta em várias bancas ao lado do rio vendendo souvenirs de tudo quanto é tipo com aparência de petrificado (que na verdade é uma “casca” de minerais em volta do objeto que é deixado na água), que vai desde lâmpadas, garrafas, tênis, etc, etc, etc.

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Puente del Inca

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Souvenirs “petrificados”

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Tudo quanto é objeto vira souvenir

Passamos também pela cidade de Mendoza, que é bem perto dali, a região lá parece mesmo um deserto, exceto pelas plantações de uva e azeitonas. Não visitamos vinícolas lá (o que para muitos pode parecer um absurdo), mas simplesmente não quisemos fazer esse tipo de passeio… não é muito nossa “praia”. Além disso tudo lá na cidade é muito caro ($$$). Demos uma volta pela cidade (estava quase tudo fechado por conta do horário da “sesta”). Mas demos a sorte de passar por lá na época das uvas maduras, e é claro que pegamos algumas de umas plantações (rs).

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Túneis na estrada

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Alguns (dos poucos) rios da região

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Lembrança de Mendoza (rs)

A partir de Mendoza, nosso dinheiro e tempo foram ficando escassos, e não fizemos mais muitas paradas significantes. Ah, sim, já ia me esquecendo… nesse mesmo dia que passamos por Mendoza, seguimos até anoitecer, e paramos no Parque Nacional Sierra de Las Quijadas, mas chegando lá, o guarda parques não nos recebeu muito bem (talvez por ser noite já), e nos informou que o preço do camping era o equivalente a R$40 por pessoa (e banheiro sem água quente!). Enfim, nem ficamos por lá, até porque estávamos com o dinheiro meio curto, e, além disso, o tempo estava piorando muito, muitos trovões e relâmpagos, ventania… Bom, seguimos mais uma ou duas horas, e paramos em um camping já meio longe de lá, se não me engano na cidade de Luján. Pagamos algo em torno de R$20 cada por uma boa estrutura. Gramado, árvores, banheiro com chuveiro quente e até piscina !

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Dia seguinte: Mais estrada !

Acordamos cedo, e pé na estrada. Atravessamos as belas serras de Córdoba, mas por conta do dinheiro, nem paramos mais. Seguimos mais uns 700km naquele dia, e dormimos em mais um motel de beira de estrada. No dia seguinte, rodamos mais algumas centenas de quilômetros (o dia todo) e paramos em uma cidadezinha chamada Esquina. Acho que foi uma das piores noites da minha vida (rs). Chegamos nesse lugarejo de madrugada, e não encontramos hotel, pousada, motel e muito menos camping. Resultado: Não tomamos banho e dormimos no carro (muito mal). É, os perrengues fazem parte da jornada !

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Serras de Córdoba

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Mais pedras

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Sim, claro…

Mais um dia de viagem. Nosso plano inicial seria subir até Foz do Iguaçu pela Argentina, mas nossos pesos argentinos estavam contados e acabamos entrando no Brasil por Uruguaiana mesmo. Já em solo brasileiro, fomos subindo pelo oeste do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (e haja pedágio !).

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Lojinhas na beira das estradas do RS – Cuias de chimarrão

Nossa última parada foi em Foz do Iguaçu. Lá ficamos 3 dias em um camping muito bom chamado Camping Internacional. Apesar do nome, o camping não é caro e tem uma estrutura super legal. Gramado bem cudado, sombra, pontos de eletricidade e luz, banheiros limpos e piscinas. Lá recebe todo tipo de campista (barraca, trailers, motor-homes…). Conhecemos o Parque Nacional do Iguaçu (dessa vez só do lado brasileiro). O parque é enorme e bem turístico (cheeeeio de gente !). Pagamos por volta de R$20 cada um na entrada. Lá, um ônibus (do próprio parque) leva os turistas da portaria até o começo de uma trilha para ver as cataratas. Não é bem trilha, porque apesar de ser no meio da mata é todo cimentado, com corrimãos e escadas em todo o caminho. Muitos quatis, já acostumados com o movimento, ficam rodeando os turistas o tempo todo (e o pessoal acha lindo ficar jogando porcarias para os bichos comerem). Enfim, mas as cataratas são realmente um espetáculo da natureza. No caminho, há muitos mirantes, e o mais legal na minha opinião é a passarela que chega até o meio do rio. A água cai com tanta força que as gotas que saem da queda te deixam encharcado, mesmo a muitos metros da cachoeira.

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Ônibus do parque

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Quatis, o tempo todo

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Passarela no meio das cachoeiras !

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E as cataratas !!!

Para fechar a viagem, passamos para o lado Paraguaio, em Ciudad del Leste. Deixamos o carro em Foz do Iguaçu e atravessamos a aduana a pé. Não houve nenhum tipo de revista, foi bem tranquilo passar para o lado de lá. O local é realmente um inferno, parece a Rua 25 de Março com o triplo de gente ! Foi a impressão que eu tive… Lá é uma terra de ninguém, vende-se armas, drogas, enfim, de tudo mesmo. Mas por outro lado, tem muitas e muitas lojas legais, galerias e shoppings com preços muito bons. Não compramos quase nada, fomos mais para conhecer mesmo.

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Ciudad del Leste – Paraguay

E de Foz do Iguaçu voltamos para Bauru, muito cansados, mas muito felizes, e cheios de novas experiências, histórias e fotos. Ah, sim, e com muito mais vontade de dar revolteios como esse! Cada vez mais.

 

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