SUL DO BRASIL E URUGUAI – MAR/2015 (1)

Chegadas as tão esperadas férias, 30 dias em Março. Parece que a vontade de conhecer novos lugares é tanta, que trinta dias de férias parece até pouco! Além do mais, tivemos alguns compromissos em Bauru no final de março, o que fez nosso revolteio durar não trinta, mas vinte dias. Mas foi bom, conhecemos muita coisa e aproveitamos para estrear “de verdade” nosso Kit de Conversão em Motorhome, que fiz para a Montana na metade de 2014. O motorhome conta com pia, geladeira, armários e um banco que se converte em cama. Para saber mais detalhes sobre o projeto e construção do kit, clique AQUI. Dividi o post em três partes para não ficar cansativo.

O relato dessa viagem também está no site da Revista Overlander, sobre viagens de carro. Vale a pena conferir !

Tudo arrumado para a jornada, saímos de Bauru-SP dia 08/03 e viajamos o dia todo rumo ao sul.  Paramos para dormir em um hotelzinho de beira de estrada bem feio (mas barato, R$35 por pessoa) próximo à Joinville-SC. No dia seguinte acordamos cedo e continuamos a viagem até Barra Velha, já no litoral Catarinense, onde paramos para ver a Praia das Pedras Brancas e Negras (bem interessante, o nome já diz tudo !)  e depois seguimos para Itajaí. Ao entrarmos na cidade, tivemos uma má impressão, pois as ruas estavam em reforma, e por conta do movimento dos caminhões no porto (que é enorme), o local estava um caos ! Aos poucos, a má impressão foi passando, e fomos vendo que a cidade era muito bonita. Paramos para conhecer o Centro de Cultura Popular Mercado Velho, muito simpático, de arquitetura antiga, em frente a praia, e cheio de lanchonetes e lojinhas de artesanato. Demos uma volta por lá e seguimos para um mercado de peixes e frutos do mar a preços convidativos bem próximo dali, onde é claro, compramos um belo pedaço de atum para nosso almoço !

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Praia das pedras Brancas e Negras

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Centro de Cultura Popular Mercado Velho

Como ainda estava cedo para almoçar, fomos conhecer mais alguns atrativos da cidade. Conhecemos o Farol e Molhes da Barra (que é um pedaço de terra que entra no mar, formado um canal onde os navios seguem para o porto. Na ponta dele fica o farol. Paramos o carro perto da praia e seguimos a pé até o farol. A entrada é gratuita. Perto da praia, também vimos a Pedra do Papagaio. Paramos em frente à Praia de Cabeçudas para preparar nosso almoço (com vista para o mar !). A praia é linda, o mar é muito verde e há muita vegetação nativa e pedras próximas.

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Molhes da Barra

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Farol

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Pedra do papagaio

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Paramos o carro para almoçar…

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…com esta vista !

Seguimos de viagem, pelo litoral catarinense, parando em mais algumas praias, mas sem ficar muito tempo. Já no final da tarde, saímos do litoral e adentramos no estado, rumo à Serra do Rio do Rastro, um caminho que eu sempre quis conhecer, e é realmente uma lenda entre os apaixonado por estrada. No caminho, vimos algumas turbinas de captação de energia eólica, e ficamos impressionados com o tamanho da geringonça ! Cada uma da três hélices tem cerca de cinquenta metros ! Repare na foto abaixo o tamanho da torre de energia em frente à ela !

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Turbinas eólicas

Chegamos bem no final da tarde aos pés da Serra do Rio do Rastro, que liga o litoral à Serra Catarinense. A serra é realmente impressionante, conseguimos subir com o dia ainda claro, e chegamos à noite na parte de cima. O que espanta também é a diferença de temperatura, embaixo da serra fazia calor, e quando chegamos lá em cima estava um vento muuuuito gelado. Bom, as curvas da serra dispensam comentários. De tão fechadas, o volante do carro quase chega no final. E à noite a serra ganha uma beleza especial, fica toda iluminada !

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No início da subida

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Curvas perigosas

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Serra do Rio do Rastro à noite

Descemos a serra e seguimos mais alguns quilômetros até parar para dormir em um motel em Criciúma. O dia seguinte amanheceu chuvoso, mas mesmo assim seguimos rumo ao litoral para conhecer a cidade de Torres-RS. Lá fomos até um mirante com vista para o a Praia da Guarita onde está localizado o Parque Estadual da Guarita. Ficamos algum tempo embaixo de chuva apreciando a vista da praia (sensacional), e assim que a chuva deu uma trégua fomos até o parque para conhecê-lo melhor. No local, paga-se R$10 por pessoa para entrar e dá direito à visitação da praia e também a uma trilha sobre as falésias do parque. Não pudemos fazer a trilha, pois os monitores do parque nos alertaram sobre o perigo de fazer a trilha em dias de chuva. Mas a praia já valeu a entrada no parque. Além das falésias margeando o oceano, bem em frente à praia há um grande morro de pedra, que parece mesmo uma torre (guarita).

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Nosso café da manhã no motel

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Cidade de Torres-RS

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Mirante para as praias

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Falésias

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Torre de pedra na Praia da Guarita

Almoçamos por volta das 14h30 (no carro) e seguimos viagem com o objetivo de percorrer a máxima distância possível até chegar próximo à fronteira. Nessa tarde rodamos cerca de 500km. Fizemos o caminho que passa entre o oceano e a Lagoa dos Patos, para evitar a cidade de Porto Alegre. Chegamos à cidade de São José do Norte já à noite, e para nossa decepção ficamos sabendo que teríamos que atravessar de balsa para a cidade de Rio Grande, e somente no outro dia às 9h da manhã sairia a primeira balsa. Encontramos uma pousadinha razoável mas meio cara (R$50 por pessoa), e tivemos que ficar por lá mesmo. No dia seguinte acordamos cedo e já ficamos na fila da balsa. O preço da travessia foi R$20.

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Rio Grande-RS

Passamos por Rio Grande e continuamos rumo ao extremo sul do país. Passamos por uma estrada que atravessa a Estação Ecológica do Taim, uma área de preservação localizada no meio das grandes lagoas gaúchas. Paramos para ver um pequeno museu à beira da estrada com informações sobre a reserva (entrada gratuita) e continuamos a viagem. A reserva é muito bonita, e é possível ver da estrada nos alagados inúmeros animais, como capivaras, flamingos, garças e várias outras aves.

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Estação Ecológica do Taim

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Flamingos e garças

Enfim, por volta das 16hs chegamos ao extremo sul do Brasil: A cidade de Chuí-RS ! Passamos pela aduana brasileira, que fica um pouco antes da cidade, mas não precisamos parar. A cidade de Chuí é bem pacata, diferente por exemplo da divisa do Brasil com o Paraguai, que conhecemos um ano antes. A fronteira com o Uruguai é quase imperceptível. Na verdade é uma avenida no centro da cidade, que de um lado é Brasil (Chuí), e do outro é Uruguai (Chuy). O engraçado é que as lojas e restaurantes da avenida de um lado são todos em português e do outro tudo em espanhol.

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Fronteira Brasil x Uruguai

Já do lado Uruguaio, conhecemos uns 2 ou 3 free shops, bem arrumados e com todo tipo de produtos, especialmente roupas. Mas pelo preço que estava o dólar, os valores não estavam tão atrativos. Seguimos viagem então, e ao sair da cidade de Chuy, passamos pela aduana uruguaia. Lá tivemos que preencher a documentação e apresentar RGs, Seguro Carta Verde e CRLV, mas não fizeram revista no carro e nos liberaram em 10 ou 15 minutos. Beleza ! Continuamos a viagem, e cerca de meia hora depois paramos no sensacional Parque Santa Tereza.

Esse parque na minha opinião foi a melhor parte do passeio, talvez fosse necessário um Post só para falar dele. Bom, o Parque Santa Tereza é um parque nacional do Uruguai com inúmeras atrações, administrado pelo exército. Começamos conhecendo a bela Fortaleza Santa Tereza. A fortaleza é toda de pedra, com muros extremamente fortes, foi construída por portugueses em 1762 para defender a região das invasões espanholas. Atualmente, a fortaleza abriga um completo museu militar, muito interessante. Pagamos o equivalente a R$3 cada um para entrar na fortaleza e não é necessário guia para conhecer. Dentro do forte, há muitas construções, cada uma com os artefatos usados antigamente.

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Placa com a data de construção

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Entrada e muros da Fortaleza

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Por dentro, as construções também de pedra

Dentro da fortaleza, há muitos prédios bem conservados, como a Capela, Enfermaria, Casa de Armas, Polvorim, Cozinha, etc. Todos com utensílios e móveis usados na época, com muita informação, maquetes, fotos e desenhos. Uma verdadeira volta ao passado. Sensacional !

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Capela

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Canhões

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Maquete da Fortaleza

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Chaves

Saímos da fortaleza e fomos conhecer mais um atrativo do parque. Chegamos até a praia La Moza, que tem um mirante de baleias (!), mas não estava na época certa e não conseguimos ver, rs. As praias tem muitas pedras e o mar muito agitado. Saímos de lá e fomos para a área de camping, que é muito arborizada, tem torneiras e tomadas. Pagamos R$25 cada um para acampar. No local há uma grande bateria de chuveiros quentes (muito bons). O parque ainda conta com mercado, chalés para aluguel e telefones.

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La Moza

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Praia La Moza

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Nossa barraca

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Camping no Parque Santa Tereza

No dia seguinte acordamos cedo e fomos conhecer o resto do parque. Conhecemos o Zoológico, onde é possível ver muitos animais da fauna uruguaia, a maioria deles soltos em uma grade área, também vimos a praia Cerro Chato (com ondas enormes e cheia de surfistas), a área de observação de pássaros, e também vimos o Invernáculo e o Sombráculo, ambos com uma infinidade de árvores e plantas. Enfim, o parque compensa MUITO a visita. O único atrativo pago é a Fortaleza (e a estadia do camping). As praia, invernáculo, zoológico, todos os outros têm entrada gratuita !

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Área do Zoológico

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Animais soltos

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Praia Cerro Chato

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Sombráculo e Invernáculo

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Administração do parque

Saímos do parque, fomos até a Laguna Negra, muito próxima (entrada gratuita). Tirei algumas fotos e continuamos descendo pelo litoral uruguaio até o Parque Nacional Cabo Polonio. A portaria do parque fica bem próxima à estrada litorânea, e chegando lá paga-se algo como R$40 por pessoa. Deixamos o carro no estacionamento e pegamos o transporte (inclusos no valor da entrada – caminhões 4×4) que leva os turistas até Cabo Polonio, que é uma vila isolada de pescadores, à beira mar, com muitas casinhas coloridas, a maioria de madeira. O local é muito bonito, mas também muito caro. É um dos principais destinos turísticos do país. Ao chegar, paramos em um hostel (não me lembro o nome). Bem simples, mas muito caro (e era um dos mais baratos do lugar) – R$90 por pessoa/dia ! Deixamos nossas coisas no quarto e fomos dar uma volta a pé (não entram carros por lá). Naquela tarde, passeamos pela vila, conhecemos as praias e o Farol do Cabo. Também vimos alguns lobos marinhos (!) nas pedras próximas à praia.

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Laguna Negra

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Caminhões 4×4 para vencer as estradas de areia

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Chegando na vila

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Farol de Cabo Polonio

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Lobos marinhos

Enfim, no final da tarde já tínhamos visto talvez os principais atrativos de Cabo Polonio… Resolvemos então que não iríamos precisar passar a noite no hostel (e economizar R$180 !). Demos uma desculpa esfarrapada para a dona do hostel (rs), e como ainda não tínhamos pago a estadia, pegamos nossas coisas no quarto e tomamos o caminhão de volta para a entrada do parque !

Continua no próximo Post !

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