SUL DO BRASIL E URUGUAI – MAR/2015 (2)

Saímos então do Parque Nacional Cabo Polônio, já era por volta das 20hs e seguimos por mais um tempo até parar em um camping (que também é hostel) em La Pedrera, também litoral. Não me lembro o nome do camping, mas pagamos em torno de R$20 por pessoa, e as instalações são razoáveis. Na manhã seguinte levantamos acampamento e fomos até a praia dar uma olhada. Acho que lá entendemos o porquê do nome da cidade. A praia é cheia de pedras (e consequentemente alguns cascos de navios naufragados).

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Camping

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Praia de La Pedrera

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Peligro !!!

Continuamos a viagem, passamos pela cidadezinha de La Paloma, paramos para ver o farol, e seguimos para Punta del Leste. A cidade é muito grande, cheia de prédios na orla da praia (lá as avenidas que margeiam as praias se chamam Rambla). Dizem que em Punta é onde realmente o Rio de La Plata se encontra com o Oceano Atlântico. Algo interessante que ocorre em Punta del Leste são duas praias, lado a lado, a Playa Brava, que fica no oceano (e tem ondas, água agitada) e a Playa Mansa, já no Rio de La Plata (como o nome diz, é uma calmaria). Dá pra ver pelos hotéis, cassinos restaurantes e iates que na cidade rola muito dinheiro. Resumindo, tudo lá é caríssimo (ainda mais para nós, rs), então nem paramos muito por lá. Sim, como qualquer bom turista que vai a Punta Del Leste, fomos ao Monumento a Los Ahogados (a famosa mão na praia) – Aliás, fiquei tentando fotografar o local vazio, mas é impossível. Tive que tirar no Photoshop uma dez pessoas fazendo selfie.

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Praia em La Paloma

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Farol de La Paloma

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Rambla de Punta del Leste

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Playa Mansa (Rio de La Plata)

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Monumento a Los Ahogados (incrivelmente “vazio”)

Continuamos seguindo pela Rambla até Punta Ballena, que fica praticamente junta com Punta del Leste. Lá fomos até a Casapueblo, que é famosíssima por abrigar um hotel, restaurante e museu, tudo construido pelo arquiteto Carlos Páez Vilaró. A construção é enorme, toda branca e com formas orgânicas, parece uma cidadezinha. Como não temos muito olhar artístico, acabamos só vendo por fora, o que já vale a pena (se não me engano  o ingresso para o museu custa R$25). Também fomos a um mirante no Rio de La Plata, onde é possível avistar toda a baía de Punta del Leste.

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Casapueblo

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Vista mais de perto

 Saímos de Punta Ballena e fomos até Piriápolis, uma cidadezinha que adoramos conhecer ! Também no litoral, chegamos lá no final da tarde, demos uma volta pela cidade, compramos umas coisas no mercado e fomos para o Camping Piriapolis F.C., que na verdade é um grande clube de futebol, que além do camping tem várias quadras, lanchonete, banheiros, etc. Pagamos cerca de R$20 por pessoa. A estrutura do camping é muito boa, todo arborizado e gramado, também conta com banheiros com chuveiro quente, parrilleras (churrasqueiras), pias, tomadas… Lá conhecemos um casal de senhores que estavam acampados em um trailer, e ficamos conversando com eles até tarde da noite. Nos ensinaram a fazer asado (o churrasco deles), quais as peças de carne boas, e também nos contou que por lá ninguém faz churrasco com carvão. Só lenha mesmo ! Achamos ótimo, a partir desse dia, em todos os campings do uruguaios só fizemos churrasco (com lenha achada no próprio camping, rs) – Obs: Praticamente todos os camping e áreas de lazer do Uruguai tem churrasqueira, eles são viciados mesmo em churrasco !!!

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Rambla de Piriapolis

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Camping Piriapolis F.C.

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Churrasco na lenha

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Nos mercados, muita, muita carne !

Na manhã seguinte acordamos cedo e fomos à uma feira de rua quase em frente ao camping, depois demos mais uma volta pela cidade, que tem praias muito bonitas (no Rio de La Plata).

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Feira

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Gaivotas

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Rio de La Plata

À tarde, ainda em Piriápolis, fomos ao parque Cerro Pan de Azúcar. A entrada é gratuita, e no parque há um mini zoológico, estacionamento, lanchonete e banheiros. O grande atrativo do parque é a trilha que leva até o Cerro Pan de Azúcar,que apesar de não ser tão longa (algo em torno de 10km no total), a inclinação do terreno e o sol fazem com que a trilha se torne bem cansativa. O morro é o ponto mais alto do Uruguai (menos de 500m – o Uruguai tem poucas elevações), e no cume há uma enorme cruz de concreto, onde é possível subir até os braços por uma escada em caracol e lá de cima avistar toda a região. Nós fizemos a trilha, e já muito cansado, subi até o ponto mais alto da cruz ! Foi sensacional !

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Cerro Pan de Azúcar

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Subida difícil

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A cruz lá no topo

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E a vista pelas janelas da cruz

Voltamos a trilha, e partimos de viagem novamente. No caminho, paramos para dar uma olhada no Castelo de Piria (entrada gratuita), que é tipo um museu. Continuamos a viagem pela costa uruguaia, passando rapidamente pela cidade de Atlántida (onde há um mirante de frente para o Rio de La Plata em forma de águia, muito interessante – El Aguila).

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Castelo de Piria

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El Aguila

No final do dia chegamos na capital Montevideo. Como uma boa cidade grande, o trânsito é bagunçado, e é claro que nos perdemos algumas vezes. Ficamos procurando um hostel durante mais de uma hora. Até encontramos, mas alguns estavam lotados, outros eram caros, enfim, acabamos ficando no Willy Fogg Hostel. Pagamos em torno de R$40 cada na diária (quarto com 4 pessoas). O hostel em si é bacana, os quartos são bons, tem internet, ar condicionado, cozinha comunitária e café da manhã incluso. Só achamos a cozinha meio suja e pouco iluminada. No geral o hostel é bagunçado, não indicaria para um conhecido. O legal é que ficamos em um quarto com um paraguaio e um chileno, então treinamos bem o nosso espanhol. Outro ponto negativo do hostel é que como a maioria dos outros hostels de lá, não tem estacionamento, então tivemos que gastar por volta de R$60 a diária. É claro que perguntamos no hostel se era perigoso deixar o carro na rua durante a noite… Sim, é perigoso.

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Sala do hostel

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Cozinha

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Mate – Paixão nacional

No dia seguinte tomamos café da manhã (obs: o doce de leite uruguaio é MUITO bom), e saímos a pé para dar um grande passeio pela capital. Estava ventando um pouco, mas não fazia muito frio. Em Montevideo há muitas muitos predios antigos, e árvores de plátano (aquela da folha da bandeira do Canadá) que se encontram sobre as ruas, fazendo “túneis” verdes e amarelos, dando uma cara meio “européia” para a cidade. Só achamos que no quesito limpeza a cidade deixa a desejar, nisso a cidade parece São Paulo (rs). Enfim, saímos bem cedo do hostel e fomos caminhando até o centro. Vimos muitos prédios históricos, e também a Fuente de Los Candados (Fonte dos Cadeados), que, assim como na ponte de Paris, os casais penduram cadeados com os nomes.

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Ruas arborizadas

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Prédios e igrejas antigos

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Fuente de Los Candados

Ainda pela manhã, conhecemos a Feria Tristán Narvaja, uma tradicional feira na rua de mesmo nome em Montevideo, no centro da cidade, próxima ao Palacio Peñarol (estádio).  A feira é enorme, e acontece aos domingos, é onde os moradores e comerciantes vendem absolutamente de tudo, de queijo a frutas, de churrasqueiras a roupas. Comida, livros, etc, etc, etc. Ah, sim, e todo mundo com a cuia de mate na mão e a garrafa térmica debaixo do braço. Esse passeio valeu muito a pena, pois vimos muito da cultura uruguaia nessa feira.

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Frutas, verduras, legumes…

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…queijos e embutidos…

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…livros, discos…

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…ferramentas…

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… churrasqueiras, etc,etc,etc…

Saímos da feira e continuamos andando pelo centro da cidade. Além de muitas praças, como a Plaza Tres Cruces, há muitos museus. Conhecemos o Museo de Historia del Arte (gratuito), que é muito interessante, tem a história de praticamente todas as civilizações antigas, com reproduções de esculturas, achados arqueológicos, e muitos outros, além de inúmeras salas com artefatos diversos, tudo bem conservado e com placas indicativas.

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Plaza Tres Cruces

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Vários artefatos arqueológicos

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Esculturas em pedra

Também fomos até a Plaza Independencia (a mais importante da cidade), com uma enorme estátua do General Artigas no centro, e vários coqueiros. Da praça, é possível observar o Palácio Salvo, um dos cartões postais da capital uruguaia. Essa praça é o ponto onde divide a Ciudad Nueva (Montevideo moderna, cidade nova) da Ciudad Vieja (a parte antiga da cidade). Na praça há um grande portal chamado Puerta de la Ciudadela, que é a separação das duas cidades. Já na cidade velha há um calçadão chamado Peatonal Sarandí com vários prédios antigos.

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Estatua de Artigas

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Palacio Salvo

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Puerta de la Ciudadela

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Peatonal Sarandí

Ainda conhecemos mais um museu, a Casa del General Fructuoso Rivera. A entrada é gratuita, fica na Cidade Velha, e tem vários móveis e utensílios antigos usados na casa do general.

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 Cômodos do Museu

Continuamos o passeio, passamos pela Plaza Zabala, e seguimos até o famoso Mercado del Puerto, que é uma espécie de mercado municipal, mas o forte do local são os restaurantes de asados (churrascos). Demos uma volta por lá, mas não comemos nada porquê os preços do local são para turistas (muito caro !!!). Voltando para o hostel, ainda vimos o Teatro Solis.

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Porto de Montevideo

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Os famosos asados do Mercado del Puerto

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Teatro Solis

Voltamos ao hostel, cansadíssimos, jantamos e dormimos como uma pedra (rs). No dia seguinte arrumamos nossas coisas, pegamos o carro e saímos de viagem novamente. Demos mais um revolteio, mas agora de carro) pelas ruas de Montevideo, passamos pela rambla (a avenida que margeia o Rio de La Plata), e já quase saindo da cidade, subimos até a Fortaleza del Cerro, onde funciona um museu militar. Pena que chegamos lá e estava fechada (não me lembro porque, acho que era domingo). Mas valeu a visita, a vista da cidade lá de cima é sensacional !

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Rambla

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Fortaleza del Cerro

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Vista da cidade e o Rio de La Plata

Por volta das 11hs da manhã deixamos Montevideo rumo a Colonia del Sacramento.

Continua no próximo post !

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