DICAS: VIAJAR DE CARRO PELA AMÉRICA DO SUL

Em março desse ano fizemos um revolteio de 10.000km, durante 30 dias passando por Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Bolívia. Antes de iniciar os posts sobre a viagem, vou relatar aqui algumas informações importantes, especialmente para que deseja conhecer esses países de carro:

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:

1) RG/Passaporte: Para viajar pela América do Sul não é necessário Passaporte, basta apenas seu RG tirado recentemente.

2) Carteira de Motorista: Nos países do Mercosul, a CNH Brasileira é válida (desde que não esteja vencida, obviamente). No Chile é necessária a PID (Permissão Internacional para Dirigir), mas nessa viagem só nos foi solicitada a CNH mesmo.

3) PID (Permissão Internacional para Dirigir): Nada mais é do que uma cadernetinha com a sua CNH traduzida em várias línguas. Ela é expedida pelo DETRAN e é possível solicitar pelo próprio site. Ela tem validade de 5 anos, e o vencimento é sempre junto com o da CNH. Demora mais ou menos uma semana para chegar e custa por volta de R$200.

4) Seguro Carta-Verde: Quase todos os países sul-americanos exigem esse documento para estrangeiros dirigirem em seus territórios. É um seguro que cobre danos em veículos de terceiros caso ocorra algum acidente com seu veículo fora do Brasil. Mesmo que seu seguro comum cubra área internacional, a polícia pede esse documento. A nossa foi feita pela Porto Seguro (para quem já tem seguro na Porto é mais barato, mas eles fazem mesmo se você não for segurado). Demora uns 15 dias para ficar pronta e é cobrada de acordo com o tempo de viagem e os países abrangidos. Dessa vez pagamos cerca de R$90.

5) Extensão de Perímetro da Carta-Verde: No caso do Chile e Bolívia (países que a Porto Seguro não cobre com a Carta-Verde), tivemos que fazer essa extensão de perímetro, que na verdade cobre alguns danos no carro do segurado. Custou cerca de R$100.

6) Licenciamento do Veículo:  Só dá problema se estiver vencido ou não estiver no nome do condutor (também dá problema se o carro for financiado e ainda não estiver totalmente pago).

7) Triângulo Reserva / Kit de Primeiros Socorros / Cabo de Aço para Reboque: Levamos tudo isso, porquê vimos vários relatos na internet sobre a polícia na Argentina, Bolívia e Paraguai que pede essas coisas. Por segurança preferimos levar tudo direitinho. Nessa viagem nenhum policial pediu nenhum desses itens.

8) Declaración Jurada (Bolívia): Esse documento é o terror de quem vai para a Bolívia de carro. Há vários relatos na internet sobre a polícia boliviana não emitir esse documento na fronteira e depois exigir nos postos de guarda. Sem esse documento, a polícia poderá apreender seu veículo. No nosso caso, a Declaración Jurada foi emitida na aduana da fronteira Chile/Bolívia (Ollagüe) sem problema algum. E realmente, a todo momento a polícia boliviana solicita esse documento e a CNH. Quanto a essa documentação não tivemos problema.

8) Orden de Traslado (Bolívia): Esse documento foi uma piada (de mal gosto). Ninguém nos havia informado nem vi em nenhum lugar sobre a necessidade desse documento para circular em território boliviano. Entramos na Bolívia pelo Chile e circulamos por várias estradas e cidades durante uns 8 dias (e a polícia nos parou “n” vezes e em nenhuma delas nos falou sobre essa tal Orden de Traslado), até que chegamos em Santa Cruz de La Sierra (já perto do Brasil), e em um posto de guarda nos pararam e disseram que era obrigatório. Resultado: Tivemos que desembolsar 30 bolivianos (15 reais) para fazer o documento.

MOEDA / COMBUSTÍVEL / POLÍCIA / ESTRADAS / ADUANAS / PEDÁGIOS:

PARAGUAI: A moeda é o Guarani. Quando fomos, R$10 valiam 16.000 Guaranis. A gasolina por lá estava por volta de R$2,50. Não percebi diferença no desempenho ou consumo do carro. A polícia paraguaia nos parou em todos os postos de guarda, mas no geral só pediram os documentos, deram uma olhada na capota do carro e nos dispensaram. Tivemos um único problema com a polícia paraguaia. No último posto de guarda, nos pararam e pediram documentos, pediram para eu abrir a capota, até aí tudo bem… Aí o guarda me chamou de canto e disse que o farol estava apagado. Putz! (em todos os países o farol aceso mesmo durante o dia é obrigatório). Aí ele me deu o maior sermão, disse que eu teria que pagar uma multa absurda (tipo uns R$500,00!), etc, etc. Aí, conversa vai, conversa vem, até que no final ele disse: “O quanto vocês vão deixar aqui pra gente?” Claro, eles aproveitaram um escorregão meu pra ganhar uma propinazinha. Enfim, deixamos R$50 pro churrasquinho deles e seguimos viagem, p****s da vida.

As estradas paraguaias, apesar de serem quase sempre pista simples, são bem sinalizadas e em bom estado. Pagamos 2 ou 3 pedágios, todos em torno de R$4. Na aduana não tivemos problemas, só olharam a documentação e deram uma olhada na capota. OBS: As casas de câmbio brasileiras não trocam Guaranis, portanto tivemos que trocar na primeira cidade paraguaia (Salto del Guairá) – Onde há várias casas de câmbio.

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Estradas paraguaias – Em geral,boas

ARGENTINA: A moeda é o Peso Argentino. Trocamos aqui no Brasil com a cotação em 4 pesos para 1 real. Lá, abastecemos com a gasolina Super (nosso carro é flex; sempre que for abastecer na Argentina, avise o frentista para ele ver o tipo certo de gasolina). O valor do litro estava em torno de R$4. Em um dado momento, a luz de anomalia do painel do carro acendeu, mas não mudou nada no desempenho ou consumo. Quando saímos da Argentina essa luz apagou, acho que era mesmo a diferença na octanagem do combustível. A polícia Argentina também nos parou em todos os postos. Olhavam os documentos e a capota. Apenas em uma delas tivemos que tirar toda a bagagem para revistarem, e na aduana (Argentina/ Paraguai) tivemos que passar o carro no raio-x. As estradas são em geral bem conservadas (quase sempre pista simples), e não pagamos nenhum pedágio. OBS: Na Argentina, assim como na Bolívia, há MUITOS animais soltos às margens da rodovia, como cavalos, vacas, cabras, ovelhas, lhamas, porcos, etc.

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Travessia da Cordilheira dos Andes (Argentina – Chile)

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Serra del Obispo – Salta/Argentina

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Lhamas na rodovia – Atenção!

CHILETalvez o mais organizado e limpo dentre os países que conhecemos. Rodovias muito boas, bem sinalizadas, a polícia é honesta e prestativa (desde que você esteja com tudo em ordem), as rodovias possuem postos de atendimento gratuitos com banheiros limpos, chuveiros quentes, churrasqueiras e área de descanso, os pedágios são na medida certa… No geral é muito bom. Já levamos os pesos chilenos trocados aqui do Brasil (R$10 equivalem a 2.000 pesos). A gasolina por incrível que pareça estava mais barata que no Brasil, mais ou menos R$3,30. Nas aduanas não tivemos problemas, mas vale ressaltar que ao entrar no Chile, todo alimento in natura (frutas, legumes, verduras, mel, ovos, carne, queijo, etc) deve ser descartado ou consumido ainda na aduana.

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Rodovia no Deserto do Atacama, próximo à Calama

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Posto de atendimento nas rodovias

BOLÍVIA: Talvez fosse preciso de um post só para falar sobre a polícia, trânsito, estradas e pedágios da Bolívia. É difícil, mas vou tentar falar de maneira breve, e já prevenir quem for para lá de alguns perrengues. Bom, na Bolívia o trânsito em geral é um caos. A começar pelo fato de não existir placas de “pare” em lugar algum, nem em cidades grandes com La Paz ou Santa Cruz. Ou seja, quem chega primeiro passa e reza para não vir ninguém do outro lado. Segundo; ninguém dá seta. Ninguém mesmo. Às vezes, antes de virar, ligam o pisca alerta, o que não ajuda muito pois você continua sem saber para que lado a pessoa vai virar. A buzina é de uso frequente; quando você para no semáforo (que também é um artefato raro por lá), quem está atrás já começa a buzinar antes de abrir o sinal. Sem contar as milhares de pessoas, vendedores, motos, bicicletas, cachorros, lhamas, porcos, etc, cruzando o caminho o tempo todo e em todas as direções. É o apocalipse. Parece que o tempo todo você está passando de carro pela 25 de Março.

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Zoeira cotidiana no meio do trânsito

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Situação normal das “rodovias” bolivianas

A polícia, em especial nas rodovias, é outro problema. Com certeza ela vai te parar em TODAS as oportunidades e tentar tirar dinheiro seu, principalmente se perceber que você é estrangeiro. Eles inventam taxas, documentos, pedágios, e sempre te arrancam alguns bolivianos.

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Polícia

Os pedágios são outra piada. Por incrível que pareça, na Bolívia pegamos as piores (muito piores) estradas da viagem, e pagamos mais pedágios que todos os outros países juntos. Quase sempre pistas simples e esburacadas (quando tem asfalto), sem acostamento ou qualquer sinalização. Chegamos a pegar pedágios até em estradas de terra. Ah, sim, e os pedágios não tem um valor fixo. Você para o carro, eles olham pra sua cara e cobram o quanto querem. Chegamos a receber 3 recibos de 2 bolivianos cada por um pedágio, ou seja, como somos estrangeiros, pagamos 3 vezes o valor normal. Houve vezes de pagarmos o pedágio, e ao lado dele, um posto de guarda nos cobrar outra taxa.

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“Pedágios” da Bolívia

“O combustível na Bolívia é um dos mais baratos da América do Sul”. É o que sempre ouvimos falar. Talvez para os bolivianos. Para estrangeiros é um dos mais caros. Maldito Evo Morales. Lá existe uma lei que obriga os postos a elevar o preço da gasolina a 300% para estrangeiros. Para os bolivianos custa mais ou menos R$2 o litro, para nós custou cerca de R$5. E não adianta reclamar, “así és”, como eles dizem. Aí o preço com fatura (nota) é 8,68 ou 9 bolivianos, e, em alguns poucos lugares que abastecem sem a tal fatura o preço cai para 7 bolivianos (ainda assim mais caro que no Brasil). A diferença do valor normal para preço para estrangeiros é depositada na conta do governo pelos donos dos postos, ou seja, os postos recebem a mesma quantia no final da história. Quem ganha é o governo. E quem não emite a nota é mais canalha, pois vende a gasolina a 7 bolivianos para os estrangeiros e fica com a diferença. Sem comentários. Apenas uma única vez perto de Santa Cruz um posto nos vendeu gasolina a preço “boliviano”, mas tivemos que esconder o carro atrás do posto e encher o tanque com galões.

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Preço para estrangeiros

As casas de câmbio brasileiras não trocam bolivianos. Tivemos que ir trocando por lá. em Uyuni, onde entramos na Bolívia (quase fronteira com o Chile), o preço do boliviano estava muito ruim (1 real = 1,50 boliviano). Conforme fomos chegando mais perto do Brasil, o preço foi melhorando. Em Puerto Quijarro (fronteira com o Brasil), o real estava a 1,98 boliviano. Nas aduanas não tivemos problemas (na saída, aliás, eles nem nos pararam).

• OBS1: É proibido entrar no Brasil com folhas de coca (só se pode usar as folhas na Bolívia e Peru), então nem tente passar com as folhinhas na aduana brasileira porquê é problema na certa. Se quiser, é possível passar com chá de coca processado (aqueles em saquinhos).

• OBS2: Os valores são aproximados, e coloquei tudo em Reais (R$), para facilitar a compreensão e comparações.

• OBS3: Obviamente os posts representam nossa visão sobre a data e os locais onde passamos, ou seja, pode ser que preços e condições variem de acordo com a época e locais visitados.

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16 comentários sobre “DICAS: VIAJAR DE CARRO PELA AMÉRICA DO SUL

  1. Olá Meu Amigo!! vou sair de carro pequeno aqui de SC e vou fazer o trajeto SALTA – UYUNI – SAN PEDRO DE ATACAMA – SALTA. Minha dúvida é qual estrada boa de asfalto pegar de UYUNI para SAN PEDRO DE ATACAMA sem precisar voltar pelo mesmo trajeto que ida ou seja voltar para SALTA…oque você me aconselha…não encontrei nada com estradas boas de UYUNI para o litoral do Chile por exemplo.

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    1. Olá amigo, primeiramente, fico feliz em ver mais gente fazendo viagens como essa, será uma aventura muito legal ! Bom, na Bolívia, principalmente de Uyuni até a fronteira com o Chile creio que não há estrada asfaltada. É de terra, mas não é tão ruim. Agora, uma estrada que eu não aconselho mesmo é a que liga Ollague, na fronteira CH/BO até o litoral chileno, em Iquique. O melhor é ir da fronteira da até Calama, no Chile, e depois até Salta (AR) ou pro litoral chileno, em Antofagasta. Enfim, as estradas boas e asfaltadas no Atacama todas passam por Calama. Agora, na Bolívia a coisa é meio complicada… A maior parte das estradas são bem ruins e a polícia e os pedágios arrancam cada centavo. Se tiver mais alguma dúvida, estou à disposição ! Abraço !

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    1. Sim… É um país muito bonito, mas a impressão que tivemos é que eles não querem receber turistas por lá. Não apenas pelas estrada ruins, muitos pedágios, polícia corrupta, mas principalmente pelo povo mesmo, que cobra tudo mais caro de turistas. Triste isso. Espero que um dia melhore, para voltarmos.

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  2. Adorei todas as dicas!
    Minha familia e eu queremos fazer essa viagem, sairemos de SP, e queremos cruzar Paraguai, Argentina, Chile e Peru/chancay e cuzco.
    Mas somos marinheiros de 1º viagem e não tenho ideia de trajetos, você poderia nos dar dicas de roteiros?
    Muito obrigado!!!

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    1. Oi, Luciana, tudo bem?!?
      Que legal, será uma viagem inesquecível, assim como foi a nossa 🙂 Te ajudaremos no que for possível, com certeza! Vou falar um pouco do nosso roteiro, e a impressão que tivemos.
      O Paraguai é bem legal (ao contrário da impressão que temos nas fronteiras). Entramos por Guaíra-PR, e saímos por Asunción. Não tivemos problemas. A região do lago Ypacarai e Asunción são muito legais. Na Argentina e Paraguai os guardas param muito os brasileiros, então ande com os documentos e itens necessários bem certinhos.
      Argentina, muito legal, principalmente o norte, paisagens bem diferentes das nossas. Salta é sensacional. Chile, acho que o país mais interessante de todos. o deserto do Atacama é incrível, parece outro planeta. A cidade de San Pedro de Atacama e Antofagasta (litoral), são meio caras, mas vale a pena conhecer. Fomos em março, as temperaturas estavam bem amenas, mas na região da Cordilheira dos Andes esfria bastante. Bolívia não indico muito ir de carro, passamos vários perrengues por lá. E o Peru ainda não visitamos, mas vimos o lago Titicaca do lado boliviano, e é maravilhoso. Já fizemos a viagem com carro 1.0 e carro 1.4, se o carro estiver em ordem, revisado, dá pra ir tranquilo. Se tiver alguma outra dúvida, pode perguntar, estamos à disposição. Posso responder por aqui ou pelo e-mail contato@revolteio.com.br . Abraço!

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    2. Oi Luciana, tudo bem? Desculpe a demora para responder, espero que as dicas ainda sirvam.
      Peru ainda não Conhecemos. Vamos falar dos outros países, ok?
      Bom, Paraguai tivemos uma boa experiência. Atravessamos o país todo e não tivemos problemas. A polícia para bastante, mas como estávamos com tudo em ordem, sempre nos liberaram. Cidades legais que visitamos: San Bernardino e Areguá (na beira do lago Ypacarai, bem bonitas) e Assunción. Argentina, o noroeste é muito legal. Muitas montanhas, Salta é incrível. Vale a pena passar pelo Parque Nacional Los Cardones. Chile é sensacional, o Deserto do Atacama é sensacional! Mas Ssn Pedro de Atacama e Antofagasta (litoral) são bem caras. Se quiser mais algumas dicas, mande um e-mail no contato@revolteio.com
      Abraço!!!

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  3. ola tudo bem? estamos programando nossa viagem de motorhome por quatro paises aqui da america do sul( paraguai, argentina,chile e uruguai) sera nossa primeira viagem, entao surgem muitas duvidas, uma delas é em questao ao abastecimento do veiculo, isso é tranquilo? tem bastante postos no caminho ou tem que ser algo bem programado em algumas partes dos paises?

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Tiago, tudo bem?
      No geral, tem bastante postos no caminho. Só no Norte da Argentina que é recomendado abastecer com mais frequência (pois não vimos tantos postos), mas nada exagerado. No geral é bem tranquilo. Na Argentina e Chile, tem 2 ou 3 tipos de gasolina, não reparei se tem mais de um tipo de diesel.
      Os preços – Uruguai e Chile pagamos mais caro. Paraguai mais barato, e Argentina estava bem próximo.
      Se precisar de mais alguma informação, estamos à disposição!

      Abraço e boa viagem 🙂

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    2. Oi Tiago, boa tarde! Obrigado pelo contato!

      Bom, quanto ao combustível, Uruguai e Chile é bem tranquilo, bastante postos, mas o combustível caro. A maioria é bem estruturado.
      Na Argentina, é bom andar com o tanque cheio, visto que principalmente no interior do país, os postos são um pouco distantes. Quando passamos pelo Paraguai, fomos bastante parados pela polícia (assim como na Argentina), mas como estávamos com tudo em ordem, não tivemos problemas nem nos pediram propina. Postos no Paraguai vimos bastante, inclusive com a gasolina bem mais em conta que a nossa.
      Mas cada viagem é diferente. Viajamos ano passado e tivemos uma boa experiência no Paraguai. Se tiver mais alguma dúvida, pode manda um email no contato@revolteio.com
      Abraço!

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  4. Bom dia!

    Vamos fazer esta viagem agora em dezembro. Vou sair do MT e atravessar a bolivia inteira até o chile entrando por San Matias. Eu consigo o documento de circulação é na aduana de entrada no país?
    As estradas até o chile são muito ruins? Entendi que você fez o caminho inverso chile Bolivia e Brasil. Vamos até Iquique no chile. Os pesos boliviamos consigo trocar com facilidade? Eles aceitam real? E os postos aceita cartão? as distancias dos postos são grandes ou +- 300 km consigo 1?
    Se puder me enviar seu email agradeço. Parabéns pelo post!! Ajudou bastante.
    Ah!! A carta verde vale pro chile também ou só Bolivia?

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    1. Bom dia!
      Obrigado por entrar em contato, Cristiene! Vamos tentar ajudar.
      1. Sim, o documento de circulação (Declaración Jurada) você consegue na aduana. Nem pense em rodar por lá sem esse documento e a carta verde. Eles pedem o tempo todo.
      2. As estradas no geral são razoáveis. Nada duplicado, mas no geral dá pra andar tranquilo. pegamos um trecho bem grande de Cochabamba até Santa Cruz por terra, muito ruim. Pergunte por algum caminho melhor. Ah, e pedágios tem aos montes, inclusive em estradas de terra. Não são caros, mas tem bastante.
      3. Pelo que vimos, a Bolívia é mais estruturada perto do Brasil (região de santa Cruz de La Sierra), e vai ficando mais pobre e precária conforme chega na região dos Andes (perto de Potosí, Oruro e Uyuni). Não passamos por nenhuma região com postos tão distantes, mas é bom andar com o tanque cheio porque ouvimos muitos relatos de postos que se recusam a abastecer carros brasileiros (apesar de não termos passado por isso nenhuma vez). Quanto a aceitar cartões, não sei responder, pois andamos só com dinheiro por lá (pesos bolivianos). Mas como é um país pobre, acho interessante não depender de cartão.
      A carta verde serve para os países do Mercosul. Paraguai, Bolívia e Argentina aceita a carta verde (mas deve constar nela o período e os países que você vai passar). No Chile não é exigido a carta verde. Mas quando fomos, levamos a PID (Permissão internacional para Dirigir), mas não foi pedida. Se tiver mais alguma dúvida, pode mandar um e-mail no contato@revolteio.com 🙂 Abraço!

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    2. Boa tarde. Vi que faria a viagem em dezembro. Farei o mesmo percurso em fev/2017. Se ja voltou, gostaria de dicas quanto ao combustivel e estradas, tendo em vista que li sobre bastante melhorias nas rodovias do pais no ano de 2017.

      Curtido por 1 pessoa

  5. Olá Tiago!

    estive no Paraguai uns anos atrás, com minha esposa, passando por Pedro Juan e indo até o Chaco. Fomos parados 12 vezes!!!!! pela polícia. A pergunta mais importante deles é pelo segundo triângulo de segurança, como se a vida do Paraguai dependesse desse triângulo! Em um lugar nos pararam com a devida violência, armamento pesado, etc. querendo propina de uns 10 mil reais de hoje. Se não pagássemos iríamos presos. Nunca mais entrei no Paraguai. Tenho pavor desse país! Se não for necessário não irei nunca mais para este país. Se a Bolívia não quer turistas? O Paraguai com toda a certeza não os quer! E o que é fundamental na entrada é a tal de “tarjeta amarilla” (tarjeta amarela). Eu procurei pela entrada do inferno em Assunção, de tão horrorosa que foi a recepção no Paraguai! Compras na fronteira, tudo bem! Mais adentro, é o inferno (ou pior!)!

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  6. Olá meu prezado, meu nome é Wilson, moro em Montes Claros-Minas Gerais. Pretendo fazer uma grande viagem pela America do Sul inclusive subir pelas rodovias que cruzam a Cordilheira dos Andes. Gostaria de saber se carro popular tem força para esta aventura devido o ar rarefeito nas altitudes . Ha relatos de veiculos que perderam potencia e freio. O meu nao é um popular, é um fiat adventure 1.8 2010. aguardo resposta por email; walicbrun@ig.com.br

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