SERRA DAS CONFUSÕES/PI – DEZ 2019

Continuando nossa viagem pelo interior do Brasil…

Saímos de Mateiros/TO, ainda no Jalapão (confira no post anterior) bem cedinho e pegamos estrada de terra. Muitos e muitos km até o asfalto. Depois de mais um tempo, passamos por um pedaço da Bahia e entramos no Piauí.

Isso foi umas 14h… Daí pra frente foi estrada de terra até às nove da noite! Muita terra, areia, e casas de terra, cisternas, cabras, caatinga… bem o que a gente fica sabendo mesmo sobre o sertão nordestino. Muita pobreza 😦

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Casa com cisterna

Chegamos na cidade de Caracol/PI à noite, e nos encontramos com o Guia Agnaldo para combinar o passeio do dia seguinte pelo Parque Nacional da Serra das Confusões.

Comemos um churrasquinho na rua e fomos para a pousada. Durante a noite, muito barulho na rua, carros com som, uma bagunça. E nosso quarto ficava bem de frente para a praça onde estava a zoeira. Só conseguimos dormir porque estávamos muito cansados da viagem.

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Café da manhã

No dia seguinte, tomamos café da manhã e o guia nos encontrou no hotel. Fomos os três no nosso carro. Passamos no mercado comprar umas coisas pra comer e fomos para o parque.

O Parque Nacional da Serra das Confusões fica no sul do Piauí (semi-árido/caatinga), e a cidade mais próxima que serve de base para que visita o parque é Caracol. Só é possível visitar o parque acompanhado de um guia credenciado. A média da diária cobrada pelos guias é de R$100 para grupos de até 8 pessoas. Nesse dia fomos só eu e a Michelle.

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Entrada do Parque

Passamos pela portaria do parque (entrada gratuita), e fomos direto com o carro até o início da trilha Cores da Caatinga. caminhamos durante uns 15 minutos pela caatinga arbórea (com árvores baixas, mas sombreado) até chegarmos a um mirante de onde se vê os morros redondos de arenito que são o cartão postal do parque.

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Trilhas da caatinga
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Cânions

O guia Agnaldo nos disse que a principal história sobre o nome do parque remonta aos bandeirantes que passavam por lá e normalmente se perdiam pelos inúmeros cânions da região.

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Pedras enormes

Andamos um pouco pela trilha, e diversas vezes chegamos a mirantes para avistar vários ângulos dos morros. Muito bonito, vale a pena conhecer esse parque!

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Vista sensacional

Os mocós (roedores bem comuns por lá, um pouco maior que um porquinho da índia), eram companhia constante pelas fendas das rochas ao redor.

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Mocós
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Tatu entrando na toca

Na volta da trilha, o guia e a Michelle (graças à Deus) não viram uma cobra, filhote de jibóia do lado da trilha. Se falar nada, fui lá e fotografei. Só à noite falei pra Mi… se ela vê essa cobra, acaba o passeio, rs

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Cobra!!!

Pegamos o carro e fomos até o Centro de Visitantes do parque. Uma judiação! Um centro de visitantes bem estruturado, com banheiro, lanchonete, e até um pequeno museu, mas tudo completamente abandonado. O guia nos disse que desde que trocou o governo, o parque está sem manutenção, sem contratação de funcionários, limpeza, ou qualquer tipo de apoio financeiro. Uma pena! A manutenção das trilhas e mais algumas ações são feitas pelos próprios guias.

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Centro de visitantes
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Painel de fotos

Por volta das 11h, seguimos para o segundo passeio: A Trilha do Riacho dos Bois. Percorremos uns 15 minutos de estrada de terra com o carro, e paramos em um mirante. Paramos e tiramos umas fotos. Seguimos uma ladeira com calçamento de pedras, e paramos o carro para começar a trilha. Pequenos arbustos de caatinga, cactos, e o sol castigando!

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Estrada de pedras

Descemos pelas pedras com muito sol durante uns 15 minutos, até chegarmos a uma escada de ferro cravada na pedra, que leva até um cânion lá embaixo. Descemos, e graças a Deus a temperatura também desceu. A parte de baixo dos morros de pedra são grutas bem sombreadas, e lá embaixo, a paisagem se assemelha mais à uma Mata Atlântica, com enormes árvores que buscam o sol no topo das pedras.

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Árvores enormes
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Os paredões e o leito do rio

Chegamos a um leito de rio seco. Todo de areia branca, seguimos caminhando até entrar na caverna, que nada mais é do que os cânions que se encontram na parte de cima. Lá embaixo, muitas pichações, da época que o local ainda não era uma área de preservação. Agnaldo nos disse que antigamente o povo da cidade visitava o local para fazer churrascos, passar o dia, e infelizmente depredavam e e deixavam muito lixo por lá. Disse também que os guias tiveram muito trabalho até recolher toda a sujeira que tinha. Como os paredões são de arenito, as pichações vão saindo com o tempo. Infelizmente sobra para a natureza limpar essas porquices.

Enfim, seguimos por uns 200m e já estávamos na parte escura da fenda. E fomos seguindo, e várias vezes passávamos por clarabóias que iluminam o ambiente. Muito legal! Uma trilha fácil, e muito interessante!

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Entrando na fenda
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Clarabóias
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Parte escura

O ponto final da trilha, conhecido com Jardim, é um salão na gruta onde entra muita luz por uma imensa clarabóia, e todo o ambiente é coberto por vegetação e árvores, lembrando realmente um grade jardim!

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Jardim
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A natureza é f***

O caminho de volta foi bem tranquilo, e por volta de 13h já estávamos no início da gruta (ainda na parte de baixo dos cânions).

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Detalhes no arenito

A Mi ficou descansando, e o Agnaldo e eu saímos para mais uma trilha. A Trilha do Olho d’Água. Fomos descendo o leito seco do rio pela areia no sentido oposto das grutas. Logo saímos do leito do rio, e fomos margeando por uma trilha paralela em meio à mata seca.

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Leito seco de um rio
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Paredões enormes

Beirando um paredão de rocha, passamos por uns poços de água de chuva, e ao redor, muitas pegadas de animais. Realmente, na caatinga qualquer poça d’água vira um bebedouro!

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Poço com água de chuva
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Lagartixa da caatinga

Seguimos até chegar e um um outro paredão que foi se afunilando e terminou em uma pequena nascente. Também no local há uma espécie de cuba quadrada entalhada na rocha (segundo o guia, feito por índios, há muitos anos), onde a água escorre pela pedra e ali vai se acumulando.

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Cuba escavada na pedra
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Posando para foto

Voltamos, e em cerca de meia hora nos encontramos com a Mi e subimos até o carro. De lá voltamos para Caracol. Pagamos o guia (R$100), e seguimos viagem. Agora para o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí! Confira no próximo post!

 

Guia para passeios no Parque Nacional da Serra das Confusões (PI)

Agnaldo – Tel/Whats (89) 8107-5420

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