SERRA DA CANASTRA (PARTE 5)

Por mais que a gente volte na Serra da Canastra, sempre tem coisas novas e sensacionais para visitar naquele lugar. É incrível, sempre nos surpreendemos com as belezas de lá!

E sempre que conseguimos, levamos os amigos junto! Dessa vez fomos no feriado de 15 de Novembro do ano passado (4 dias) – sim, o post té meio atrasado, rs – e levamos as amigas bauruenses Cléia e Kauana.

Saímos de Botucatu, viajamos à noite toda e chegamos lá cedinho, embaixo de chuva… um barro absurdo. Dessa vez ficamos hospedados na Pousada e Camping Recanto do Surubim, em São Roque de Minas (parte “alta” do parque). A proprietária Elisângela e seu marido, aliás, nos atenderam muitíssimo bem. Ficamos acampados. O café da manhã é top!

Poquim barro!

Mesmo com a chuva, não iríamos perder o dia de passeio. Deixamos as coisas no camping e saímos para o Parque. Entramos na portaria principal (entrada gratuita) e fomos a alguns locais que já conhecíamos, mas vale a pena voltar. Demos uma parada na Nascente do Rio São Francisco, e continuamos na estrada principal do Parque.

Nascente do Velho Chico

Descemos então nas cachoeiras Rolinhos, Rasga Canga e também na lagoa que se forma mais à frente. Nessa altura a chuva já tinha parado, mas o tempo ainda estava fechado. O parque estava bem vazio.

Cachoeira Rolinhos
Parte de cima das cachoeiras
Lagoa

Como havíamos viajado a noite toda e estávamos beeem cansados, por volta das 15h voltamos para o camping para descansar. É claro que ficamos lá o resto do dia.

No dia seguinte, o tempo estava um pouco melhor. Tomamos aquele café da manhã reforçado e fomos passear. Decidimos conhecer as cachoeiras Antônio Ricardo e também a Cachoeira do Vento (que também é conhecida como Cachoeira do Quilombo). As duas ficam na mesma propriedade, e lá se paga R$20 por pessoa para visitar ambas as cachoeiras. No local há estacionamento (incluso), e as trilhas são bem demarcadas e sinalizadas.

Vista de cima da trilha

A trilha para a Cachoeira Antônio Ricardo é bem cansativa (até porquê somos bem sedentários, rs), e começa com uma subida bem longa. Depois de umas 2h de caminhada, começamos a descer, e chegamos na cabeceira de uma cachoeira (que é a continuação da Antônio Ricardo). Subimos um pouco o rio, e chegamos chega na queda principal, e um grande lago. Aí sim, vimos que valeu a pena o esforço!

Sofrimento na trilha
Queda depois da Antônio Ricardo
Chegando…
Cachoeira Antônio Ricardo

Descansamos um pouco e voltamos a trilha principal. Lá no alto, pegamos à esquerda na bifurcação que leva à Cachoeira do Vento. E mais trilha. Anda, anda, anda… e por fim chegamos na cachoeira. Como chegar no “pé” dela é um pouco complicado, ficamos contemplando a vista de longe. Linda!

Mais trilha…
Cachoeira do Vento (Quilombo)

E na trilha de volta, olha o que encontramos: Gabirobas! Que delícia!

Diliça!!!

Na volta, ainda passamos em um sítio que faz doces caseiros, nos empanturramos de queijos e doces da degustação, e compramos alguns quitutes. Chegamos no camping no final da tarde, ainda conseguimos ficar até tarde comendo e bebendo com a Elisângela, que figura!

Doces caseiros e queijos!

No dia seguinte fomos na parte baixa da Cachoeira Casca d’Anta. Passeio inevitável. Já fomos duas vezes e fomos de novo. Trilha fácil e entrada gratuita, para conhecer uma das cachoeiras mais altas e incríveis do Brasil. Nela, as águas do Rio São Francisco despencam de um paredão com quase 200m de queda livre. O volume de água estava bem acima do normal, uma força absurda. A 100m da cachoeira já estávamos encharcados com as gotas d’água!

Olha ela lá no fundo!
Chegando na cachoeira
Cachoeira Casca d’Anta
A turminha

Nesse mesmo dia, voltado da Casca d’Anta, paramos em uma das várias prainhas do Rio São Francisco. Bem escondida, com acesso meio complicado. Descemos até a beira do rio com a Jubiraca e ficamos lá um bom tempo!

Caminho ruim
Prainha no Rio São Francisco

Já na parte da tarde, é claro, queríamos que nossas amigas conhecessem o Vitinho e a Nilciene, um casal que vive na área rural de São Roque de Minas. Conhecemos eles há uns anos atrás quando fomos lá pela primeira vez, e sempre que voltamos, arrumamos um tempo para dar uma passada lá tirar um “dedim de prosa, tomá um café e comê um quejim” como dizem!

O queijos curados! Que perdição!

Uma delícia! Ficamos batendo papo por umas boas horas, comemos e compramos queijo curado (tipo Canastra, claro), e ainda comprei um montão de cabaças (purungas, porongos) da esposa dele. Eles tinham um monte espalhadas no pasto. Eu uso nos cursos de artesanato que ministro.

As cabaças!

Ainda lá no Vitinho tentamos descer na Solapa (confira neste post anterior da Canastra) no finalzinho da tarde, mas o mato estava muito alto e já estava escurecendo, então abortamos a missão. Mas não perdemos a viagem, lá embaixo vimos um tamanduá (pena que não deu tempo de fotografar)

No dia seguinte, ainda demos uns bons rolês nas estradas de terra de lá (achamos marolo!) e voltamos pra Botucatu!

Marolo!!!

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