SUL DE MINAS GERAIS – JUL/2009

Vou postar as viagens em ordem cronológica – das mais antigas para as mais recentes. Talvez as viagens mais antigas eu não consiga detalhar tanto (até porquê não vou lembrar de tudo), então se alguém conhecer os locais e quiser acrescentar alguma informação (ou corrigir), agradeço. A primeira viagem que vou postar é uma que fomos de carro (Uno 1.0) com minha esposa Michelle para o sul de Minas Gerais. A viagem durou cerca de 15 dias. A viagem de estréia do blog Revolteio! Conhecemos muita coisa legal, rodamos uns 2.000km. Saímos de Bauru, passamos por várias cidades, entre elas, Borda da Mata, Jacutinga  e Ouro Fino. O cara aí da foto é o Menino da Porteira. Aliás, na cidade de Ouro Fino quase tudo tem esse nome (Supermercado Menino da Porteira, Farmácia Menino da Porteira, etc.) Confira mais lugares legais do sul de MG clicando AQUI.

Ouro Fino

Chegamos em Três Corações no final da tarde. No portal da cidade tem uma estátua gigante do Pelé (que nasceu lá) com aquele famoso pulo com o soco no ar. Abastecemos, calibramos os pneus e fomos em direção a São Thomé das Letras, a primeira cidade do nosso “roteiro”. A cidade fica a mais de 1.400m de altitude (é uma das mais altas do Brasil) e fica sobre um morro que de longe parece coberto de areia. Conforme chegamos perto, vimos que o que parecia areia na verdade é entulho das mineradoras, que retiram a pedra “São Tomé” do morro. Essa pedra é aquela que normalmente é colocada em volta de piscinas (anti-derrapante), aqui em SP é bem cara. Lá em São Thomé tem tanta pedra desse tipo que as casas, ruas, bares, tudo lá é feito com essa pedra.

Morro onde fica São Thomé das Letras

Ah, sim, e os quilômetros finais de Três Corações a São Thomé são MUITO íngrimes. O Uninho sofreu para chegar. Pavimentado, mas sofrido. Chegando na cidade, já quase à noite, vimos como compensa a ida até lá. O pavimento é todo de pedras “São Tomé” (muito irregular, o carro não passa de 20km/h). Aliás, as casas, bancos, calçada, TUDO de pedra. Me senti nos “Flintstones”. O carro não passa de 20km/h, pois o calçamento é muito irregular.  Lá o clima é exatamente como dizem: A cidade é cheia de hippies, lugares esotéricos, gnomos e coisas do tipo. No meio da cidade há uma igreja antiquíssima e um boteco – tocando rock ! E como era julho, estava muito frio, e um vento absurdo !

São Thomé das Letras

 

A princípio iríamos acampar, mas o preço do camping estava R$20/pessoa, então vimos que pousada por lá é bem barato, e dormimos em uma chamada  CataPreta . O preço, na época era R$30 o casal/noite em um quarto arrumadinho com banheiro privativo. Ficamos 2 noites. O dono da pousada – muito gente boa por sinal – fez por R$50 e ainda nos deu uma garrafa de pinga de folha de figo (se forem para lá experimentem !). Demos mais umas voltas por lá, e outro lugar legal é um bar que tem do outro lado da igreja que vende pinga com TUDO (tudo mesmo – cobra, caranguejo, etc…).

Cachaças

No dia seguinte, conhecemos a famosa Ladeira do Amendoim que é um trecho de uma estrada de terra plano (e não íngrime como diz o nome). Aí você desliga o motor do carro, solta o freio e o carro começa a andar sozinho. Já provaram que é ilusão de ótica, mas é muito interessante, vale a pena conhecer. Outro lugar bacana que conhecemos em São Thomé é a Pirâmide – uma construção (também de pedra) na parte mais alta da cidade, onde o pessoal vai ver o pôr-do-sol. O visual é sensacional !

Pirâmide

Mais alguns lugares legais que conhecemos em São Thomé: Gruta do Carimbado, Cachoeira da Eubiose, Véu da Noiva, das Borboletas e mais algumas, e o Cruzeiro (no alto da cidade). Fomos em São Thomé das Letras também em 2014, confira o post AQUI.

Gruta do Carimbado

Saímos de São Thomé e seguimos viagem. Voltamos a Três Corações, passamos por Andrelândia, conhecemos uma vinícola, e fomos à próxima cidade: Lima Duarte (não, o ator Lima Duarte não nasceu lá). Lembrando que, na Gruta do Carimbado, eu molhei meu único par de tênis que levei na viagem. Me ferrei 😦  Ah, sim, e para evitar situações como essa, confira nosso Guia de Perrengues.

Chegamos em Lima Duarte e como o dinheiro estava contado, acabei comprando um par de botinas (rs). Fomos então até Conceição do Ibitipoca, que a princípio só seria passagem, mas aí vimos que compensaria um tempinho a mais por lá. Ficamos no camping Ibitilua, pagamos R$20 por pessoa. O camping é muito bom, tem cozinha com fogão, geladeira, etc. Banheiros limpos e um bom gramado para barracas (Confira nossas dicas de camping).

No dia seguinte, fomos ao Parque Estadual da Serra do Ibitipoca, a atração local. Obs: No caminho tem uma senhora que faz um pão de canela que é famoso por lá, não deixe de experimentar. Chegando no parque, pagamos R$6 cada um para entrar. Fomos de carro até a portaria, onde tem estacionamento, uma maquete com as trilhas, informações, banheiro e camping. Tudo lá é muito limpo e bem cuidado. Às 8hs iniciamos a maior trilha do parque, a Janela do Céu (20km de extensão). Estava muito nublado, e a trilha é inclinada até o ponto mais alto, a “Lombada”. No caminho há algumas grutas (muito legais, como a dos Fugitivos e dos Três Arcos).

 

Início da trilha Janela do Céu

Lombada – Ponto mais alto da trilha

 

Gruta dos Três Arcos

O ponto mais interessante da trilha é a própria “Janela do Céu”, que é um riacho que deságua em uma queda livre altíssima, emoldurado por uma vegetação. Parece mesmo uma janela!

   

Janela do Céu – Ponto máximo da trilha

No final do caminho há uma pequena praia em um riacho e logo após um restaurante que serve prato feito (lugar estratégico) – chegamos esfomeados e almoçamos. No final da tarde , fomos até Tiradentes, que é muito bonita (e cara). Dormimos em um motel (que é uma boa saída para economizar nas estadias). No dia seguinte passeamos pelas vielas, com igrejas e lojas de móveis rústicos.

 

 Uma das inúmeras igrejas

 

Vielas de pedra

Saímos de Tiradentes (sem comprar nada, nem tinha como) e fomos até uma vila próxima chamada Bichinho, são vendidos os mesmos artesanatos e móveis de Tiradentes por metade do preço (mesmo assim, ainda era caro e não compramos nada, rs) – Valeu a pena a visita à Oficina de Agosto! Seguimos viagem, passamos por Prados (que vende as mesmas coisas por um terço do preço de Tiradentes – compre direto com os artesãos, aí sim vale a pena) e mais algumas cidadezinhas como Coronel Xavier Chaves.

Chegamos a São João Del Rei, que é bem maior que Tiradentes e as outras cidades.  À noite paramos em um boteco e conhecemos um senhor que já morou em Bauru – aí a conversa foi longe. Dormimos em outro motel, de manhã comemos pão de queijo com café em uma padoca (inevitável) e conhecemos o centro histórico, a estação ferroviária, várias igrejas e o Museu das FEB. Outra visita imperdível é o Mercado Municipal. Também estivemos em São João Del Rei em 2014. Confira o post AQUI.

 

Casa de adobe em Bichinho

Igreja matriz de São João Del Rei

Seguimos viagem novamente. Próximo destino: Carrancas. No caminho, compramos um caldeirãozinho de ferro. Como era feriado na cidade de São Paulo, meu irmão Danilo foi para lá também e nos encontramos. Eu e a Michelle dormimos no Camping do Osvaldo, onde conhecemos um casal gente boa de Sorocaba. No dia seguinte fomos para a Cachoeira Esmeralda, e piscinas naturais.

Cachoeira Esmeralda

 Mais tarde fomos a uma caverna, e no final do dia fomos até o Monte Teta (rs) para ver o pôr do sol.  É um mirante e a vista é fantástica !

 

Pôr do sol

Após os dois dias em Carrancas, continuamos a viagem. Fomos então a Itamonte e Aiuruoca. Rodamos um bom trecho de terra próximo à Aiuruca, e perguntamos sobre trilhas por lá. Todas elas precisavam contratar um guia local, e como estávamos sem dinheiro resolvemos abortar a missão. Ainda conhecemos uma cachoeira. Mas Aiuruoca e Itamonte são lugares muito legais do sul de Minas, pretendemos voltar lá com mais tempo – e dinheiro.

 

Aiuruoca

Aiuruoca

Nessa viagem vimos que em Minas Gerais tem muitas atrações ainda a ser visitadas, o povo é muito receptivo, e a comida e hospedagem são boas e baratas. Para quem gosta de natureza, turismo rural e histórico é um prato cheio!

Mais informações sobre as cidades históricas de Minas Gerais, clique AQUI.

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